A Justiça determinou a prisão temporária de nove pessoas, suspeitas de tentar desviar quase R$ 850 milhões da herança do empresário João Carlos Di Genio, fundador de um grupo educacional. Segundo as investigações, foram criados contratos fictícios de compra e venda com assinaturas falsas. A polícia cumpriu mandados de busca e apreensão em 15 endereços em São Paulo e região metropolitana.
De acordo com a denúncia do Ministério Público, os suspeitos falsificaram documentos para tentar incluir uma dívida milionária no inventário do empresário João Carlos Di Genio. Segundo a investigação, o grupo teria criado um contrato fictício de compra e venda de centenas de lotes em Piraju, no interior de São Paulo. O documento dizia que o negócio foi fechado três meses antes da morte do empresário, em 2021.
Os suspeitos entraram na Justiça para receber o valor dessa suposta venda que, atualizado, chega a quase R$ 850 milhões. O juiz afirmou que “laudos atestaram que as assinaturas atribuídas a Di Genio e ao procurador dele foram falsificadas”. De acordo com a polícia, os suspeitos contaram com apoio de uma câmara de acordo extrajudicial, que também foi alvo de busca e apreensão. O grupo só não conseguiu ser parte dos credores do inventário, porque os advogados dos herdeiros estranharam o contrato e acionaram a polícia.
Na denúncia, o MP diz que “os envolvidos ostentam longo histórico de crimes, especialmente de falsificação de documentos e assinaturas”. A juíza que deu a sentença à revelia, em favor da cobrança da suposta dívida, também é investigada e não foi localizada na operação. As defesas dos outros investigados não foram localizadas. A viúva de João Carlos Di Genio disse que “tomou conhecimento da fraude em 2025” e que “confia no trabalho das autoridades e na responsabilização dos envolvidos”.
