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MS: Policial investigado por contrabando é designado para função administrativa

Redação –

O policial civil Célio Rodrigues Monteiro, conhecido como “Manga Rosa”, investigado na Operação Iscariotes por envolvimento em um esquema milionário de contrabando de eletrônicos, foi designado para atuar temporariamente em funções administrativas na 1ª Delegacia de Polícia Civil de Campo Grande.

A designação foi publicada nesta quarta-feira (1º) no Diário Oficial do Estado e terá duração de 90 dias. A medida foi assinada pelo delegado-geral da Polícia Civil, Lupersio Degerone Lucio, na terça-feira (31). Conforme a portaria, Célio deverá desempenhar exclusivamente atividades administrativas, com afastamento de suas funções habituais.

“Manga Rosa” foi preso no último dia 18 durante a operação conduzida pela Polícia Federal e pela Receita Federal, mas obteve liberdade provisória poucos dias depois, mediante pagamento de fiança de R$ 16 mil. Com a prisão, ele perdeu o cargo de chefia e foi afastado compulsoriamente.

Além dele, também foram alvos da operação o investigador Edivaldo Quevedo da Fonseca, um policial militar da reserva e três policiais rodoviários federais aposentados. Edivaldo também foi liberado após pagamento de fiança no mesmo valor.

Esquema de contrabando

A Operação Iscariotes investiga uma organização criminosa especializada na importação ilegal de eletrônicos de alto valor. Segundo as autoridades, os produtos eram trazidos ao país sem documentação fiscal e sem passar pelos órgãos de controle aduaneiro.

Após a entrada no Brasil, os eletrônicos eram distribuídos para Campo Grande e outras cidades, principalmente em Minas Gerais. Para evitar fiscalização, os itens eram escondidos em cargas lícitas ou transportados em veículos com compartimentos ocultos.

No Mato Grosso do Sul, mandados foram cumpridos em Campo Grande e Dourados, incluindo delegacias e residências de policiais. Já em Minas Gerais, as ações ocorreram em Belo Horizonte, Vespasiano e Montes Claros.

Durante a operação, uma empresa ligada à mesma família investigada teve quatro lojas interditadas no Camelódromo de Campo Grande. Também foram presos Brendon Alisson Tavares e seu pai, Clenio Alisson Tavares. A Justiça Federal negou o pedido de liberdade de Brendon, mantendo sua prisão.

As investigações seguem em andamento para apurar a extensão do esquema e a participação de agentes públicos no caso.

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