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‘Pela minha filha, eu faria tudo de novo’, diz mulher absolvida por matar estuprador

Após passar quase um ano detida em uma penitenciária de Ribeirão das Neves, na região metropolitana de Belo Horizonte, Érica, a mulher que foi a júri popular por matar o companheiro ao flagrá-lo estuprando sua filha de 12 anos, falou pela primeira vez sobre o caso, com exclusividade ao jornalismo da RECORD Minas. Emocionada e ainda tentando processar a liberdade conquistada em um julgamento decidido por um voto, ela detalhou o horror que viveu e seus planos para o futuro.

Como tudo aconteceu
Érica relembrou o exato momento em que entrou no quarto e viu a cena que mudou sua vida: “Ele tava em cima dela com as calças abaixadas e tampando a boca dela”. Tomada por um sentimento avassalador, ela descreve uma reação que fugiu ao seu controle racional. “Eu tava com nojo, com ódio, de ter visto aquela cena, uma sensação horrível. Eu me transformei ali naquela hora”, desabafou.

Mesmo diante das acusações de crueldade feitas pelo Ministério Público, Érica mantém a convicção de que agiu por instinto materno. “Eu faria tudo de novo. Pela minha filha, eu faria tudo de novo”, afirmou categoricamente ao ser questionada sobre o ato.

Cárcere
Embora tenha sido absolvida de todos os crimes, incluindo homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver e corrupção de menores, as marcas do período na prisão ainda são profundas. Érica descreveu o tempo na cadeia como um período de extrema provação: “Foi muito difícil, sabe? Só quem passa lá dentro, sabe… o psicológico fica abalado. Então foi muito difícil mesmo”.

A distância da família foi o que mais pesou durante os meses de reclusão. “Ao mesmo tempo que eu estou feliz de estar com a minha família, eu também tô devastada, né? Assim, por dentro o meu psicológico, porque não é fácil”, revelou a mulher, que agora busca suporte para lidar com o trauma.

O recomeço
Livre de qualquer dívida com a justiça, o foco de Érica agora é a reconstrução de sua vida e o cuidado com os seus. “Eu ainda estou anestesiada, né? Por estar livre, estar junto com a minha mãe e cada segundo ali para mim tá sendo primordial”, disse ela.

Entre as prioridades estão a saúde e a educação. Antes de ser presa, ela havia iniciado o curso de radiologia e agora planeja retomar o objetivo acadêmico. “Vou fazer o Enem de novo, porque por pouquinho eu não passei”, contou, demonstrando esperança para os novos dias.

Ao final, ela expressou gratidão pela defesa técnica realizada pelas advogadas Dra. Élida Franklin e Dra. Camila Mendes, além de sua fé. “Eu tenho que agradecer primeiramente Deus e a equipe… que ajudou de eu estar aqui onde que eu tô, nessa liberdade que eu tenho agora de respirar o ar puro”, concluiu.

(Informações R7)

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