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Dificuldades de reprodução no espaço preocupam cientistas e podem afetar colonização

Um estudo publicado pela revista Nature busca entender como a microgravidade afeta a fertilização, levantando novos desafios para a reprodução humana em futuras missões espaciais e possíveis colônias fora da Terra.

A microgravidade, segundo os pesquisadores da Universidade de Adelaide, na Austrália, dificulta a navegação direcional dos espermatozoides e reduz a capacidade de fertilização, com efeitos que variam conforme o tempo de exposição e a espécie analisada.

Ainda assim, a fecundação continua ocorrendo, indicando que parte dos espermatozoides consegue compensar essas limitações. Outro resultado relevante foi que a progesterona, um hormônio liberado próximo ao óvulo, ajudou a recuperar parcialmente a orientação dos espermatozoides humanos, sugerindo que sinais químicos podem, em parte, substituir a ausência de gravidade.

Os resultados mostram que a exposição à microgravidade por curtos períodos durante a fertilização (entre 4 e 6 horas) prejudicou a formação de embriões em estágio inicial em porcos e alterou a composição celular dos embriões de porcos e camundongos. Já a exposição mais prolongada (24 horas após a fertilização) causou atrasos no desenvolvimento e reduziu o número de células nos embriões de camundongos.

Esse quadro reforça a necessidade de criar condições adequadas no momento da concepção para garantir o sucesso reprodutivo em futuras missões espaciais.

Estudos com astronautas mostram que a microgravidade afeta diversos sistemas do corpo, provocando redistribuição de fluidos, perda muscular, redução da densidade óssea e alterações no sistema imunológico.

Pesquisas anteriores também já indicavam impactos na reprodução, como na diferenciação de células embrionárias, no funcionamento do útero e nos hormônios sexuais. Ainda assim, os efeitos diretos sobre os espermatozoides e as fases iniciais do desenvolvimento embrionário eram pouco compreendidos até então.

Colonização lunar é prioridade para a SpaceX
A SpaceX redefiniu suas prioridades em 2026, deixando temporariamente Marte em segundo plano para focar em uma cidade na Lua.

O objetivo, de acordo com a empresa, é construir, em menos de 10 anos, um assentamento autossustentável que possa servir como reserva da humanidade frente a possíveis catástrofes globais.

O projeto utilizará a Starship, nave capaz de transportar grandes cargas e equipamentos pesados para a superfície lunar, combinadas com reabastecimento orbital, para viabilizar a instalação de uma base industrial e científica permanente. Entre as principais metas estão:

Criar laboratórios científicos permanentes na Lua;
Instalar fábricas que usem recursos lunares para construção de satélites;
Desenvolver sistemas de energia autossustentáveis;
Testar infraestrutura logística e suporte à vida.
A SpaceX aponta ainda que a mudança aproveita a proximidade da Terra com a Lua, permitindo tempos de viagem curtos, ciclos tecnológicos rápidos e lançamentos frequentes que aceleram o desenvolvimento de soluções de suporte à vida e infraestrutura espacial.

(Informações R7)

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