Redação –
Alunos de Mato Grosso do Sul se destacaram na Febrace (Feira Brasileira de Ciências e Engenharia) 2026, realizada entre os dias 16 e 20 de março, na USP (Universidade de São Paulo), na capital paulista, conquistando sete premiações.
Os reconhecimentos foram obtidos por estudantes do IFMS (Instituto Federal de Mato Grosso do Sul). Ao todo, seis prêmios vieram de projetos desenvolvidos no Campus Dourados, com foco em empoderamento feminino e educação antirracista. Já o Campus Jardim também foi premiado com uma pesquisa voltada ao uso da inteligência artificial como ferramenta de apoio pedagógico.
Segundo o pró-reitor de Pesquisa, Inovação e Pós-Graduação do IFMS, Edvanio Chagas, o resultado evidencia a relevância das pesquisas na área de Humanas e o engajamento dos estudantes com questões sociais.
“Ter cada vez mais pesquisas na área de Humanas é algo muito significativo. São trabalhos que dialogam com a realidade, discutem problemas sociais e buscam soluções práticas. Esse reconhecimento nacional mostra o quanto nossos alunos estão atentos e comprometidos em transformar a sociedade”, destacou.
Protagonismo feminino em destaque
O projeto “Mitãkuña’ikuerã: empoderando meninas pela leitura e escrita” foi o grande destaque entre os trabalhos sul-mato-grossenses, conquistando quatro premiações:
- 2º lugar geral em Ciências Humanas
- Prêmio Destaque SBPC (3º lugar)
- Prêmio Incentivo à Inovação Tecnológica (credenciamento para a Mostratec 2026)
- Prêmio Destaque Unidades da Federação – MS
A pesquisa é coordenada pela professora Karina Vicelli e desenvolvida pelas estudantes Julia Fernanda Gomes, Kamilly de Souza e Vitória Coiado, do Campus Dourados.
O projeto já havia sido premiado anteriormente, em 2025, em eventos científicos realizados em São Paulo e também na Fecigran, garantindo vaga na Febrace 2026.
A iniciativa promoveu, ao longo do último ano, atividades como oficinas, palestras e rodas de conversa com meninas e mulheres indígenas, utilizando a leitura e a escrita como ferramentas de letramento racial e fortalecimento social.
Educação antirracista também ganha reconhecimento
Outro projeto de destaque foi “Afrocientista: Por uma Escola Antirracista”, desenvolvido no Campus Dourados. A pesquisa conquistou:
- 3º lugar geral em Ciências Humanas
- Prêmio Ciências Moleculares Erney Plessmann de Camargo de Interdisciplinaridade (2º lugar)
O trabalho foi orientado pelos professores João Batista Alves de Souza e Nilton Paulo Ponciano, com participação dos estudantes Lucas Gomes e Thiago da Silva.
A pesquisa envolveu comunidades quilombolas e promoveu debates sobre racismo, com atividades práticas e aprofundamento teórico, além de ações em escolas.

Tecnologia e educação de mãos dadas
Também premiado, o projeto “Apoio Inteligente à Jornada Acadêmica: Automação com IA para estudantes do Proeja” foi desenvolvido no Campus Jardim pelos alunos Felipe Gonçalves da Silva e Lucas Damázio, sob orientação do professor Leandro Steffen.
A iniciativa recebeu o Prêmio FUVEST de Destaque em Educação e consiste na criação de um chatbot para auxiliar estudantes da Educação de Jovens e Adultos (Proeja), facilitando o acesso a informações e tirando dúvidas por meio da inteligência artificial.
Com os resultados, os estudantes sul-mato-grossenses reforçam o protagonismo da ciência produzida no estado, com projetos que unem inovação, inclusão e impacto social.
