O ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou ao JR Entrevista que “não acredita em greve dos caminhoneiros” a despeito da crise internacional do petróleo. Além disso, ele destacou que o governo mantém diálogo permanente com a categoria para evitar paralisações.
O risco de paralisação da categoria ocorre em um momento de tensão no mercado global de energia, agravado nas últimas semanas pela guerra no Oriente Médio, que impacta diretamente os preços dos combustíveis.
Rui Costa atribuiu a instabilidade à escalada de conflitos em regiões estratégicas para a produção de petróleo. “Infelizmente, os Estados Unidos e Israel iniciaram uma guerra em uma área muito sensível, que fornece energia para o mundo inteiro. Isso se soma à guerra da Rússia, que já é um grande polo fornecedor de gás e combustível”, disse.
O ministro também criticou decisões recentes envolvendo sanções econômicas. “O governo americano chegou a proibir países de comprarem petróleo e diesel da Rússia, mas agora ele próprio está comprando. E a Rússia, inclusive, aumentou os preços”, afirmou.
Segundo ele, esse cenário tem provocado uma crise global. “Criou-se uma crise econômica internacional, uma crise humanitária, com milhares de pessoas mortas. Infelizmente, na história da humanidade, onde tem petróleo, tem guerra e morte”, completou.
Apesar da pressão nos preços dos combustíveis, Rui Costa descartou impacto político direto por meio de paralisações no transporte de cargas. “Nós estamos em diálogo permanente com eles”, afirmou.
De acordo com o ministro, o governo ampliou linhas de crédito para a renovação da frota e reforçou mecanismos de fiscalização no setor. “Aumentamos o poder da Agência Nacional de Transportes para autuar e até cancelar a inscrição de empresas que não repassam o preço adequado do frete ao caminhoneiro”, explicou.
Rui Costa também destacou que representantes da categoria reconheceram as ações do governo. “Eles fizeram elogios na semana passada, reconhecendo que o governo tem dialogado de forma permanente e adotado medidas que garantem condições econômicas para o trabalho”, disse.
Uma reunião entre o governo e representantes do setor está prevista para quarta-feira (25), quando novas medidas poderão ser discutidas diante da evolução do cenário internacional. (Informações R7)

