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Zeca prevê racha no PR se partido apoiar André em 2010

Política – 05/06/2009

O ex-governador Zeca do PT prevê racha interno no PR caso o partido confirme a aliança pré-anunciada com o PMDB do governador André Puccinelli em 2010.Zeca diz ter visitado dezenas de municípios do interior de Mato Grosso do Sul, onde sentiu que a base do Partido Republicano deseja apoiar seu projeto político rumo ao Parque dos Poderes no ano que vem.“Estou hoje em Itaquiraí e nos dois últimos dias estive em Mundo Novo e Eldorado. Já passei por vários outros municípios e a avaliação que faço é que, se o PR ficar ao lado de Puccinelli, vai haver racha, porque a base, o interior, esta totalmente contra esta aliança”, opinou o ex-governador.Na busca por apoio à sua candidatura, Zeca estará amanhã em Naviraí. Durante sua visita a Mundo Novo, conversou com vereadores da região e enfatizou que o projeto do PR local é apoiar os petistas em 2010.“A sensação que tive todo o tempo é que todos estão do lado do PT, existe um descontentamento nessa proposta de fazer aliança com PMDB”, ressaltou.A estratégia de Zeca, de atacar a aliança entre PR e PMDB, tomou mais corpo após a filiação do secretário Edson Giroto (Obras e Transporte) ao partido, durante grande ato público realizado ontem.A filiação do secretário ao PR foi vista como uma “rasteira” de Puccinelli a setores do PT, que tiveram seus projetos completamente prejudicados. Um exemplo disso é o senador Delcídio do Amaral e o deputado federal Antônio Carlos Biffi.Isso porque Giroto “minou” espaços políticos importantes que Biffi tem no interior e deve pedir votos para Waldemir Moka ou Valter Pereira ao Senado, o que prejudicará o projeto de Delcídio.Mudança de planos- Ao defender aliança com o PMDB, o senador Delcídio do Amaral esperava obter garantias de que Puccinelli lhe apoiaria para o governo do Estado em 2014. Porém, com a filiação de Giroto ao PR, o cenário muda completamente.Com o mandato de deputado federal nas mãos, ele terá muito mais condições de se eleger sucessor de Puccinelli em 2014. Desta forma, o governador peemedebista contará com um “fiel escudeiro” em seu lugar, durante o tempo que permanecerá “no sereno”, ou seja, sem mandato.
 

Fonte: CG News

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