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Em assembleia, professores da UEMS aprovam estado de greve

Aduems considera responsabilidade do Governo do Estado por 44,48% de perdas
salariais, confisco da aposentadoria e falta de proposta de valorização da categoria

Na última sexta-feira (20), os professores da UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul), durante assembleia geral da ADUEMS (Sindicato dos Docentes da UEMS),
aprovaram estado de greve. A deliberação é uma manifestação clara dos docentes sobre
o descontentamento com o arrocho salarial, que chega a 44,48% de perdas desde o ano
de 2014.

Diante da resposta negativa do Governo do Estado, durante o processo de negociação
salarial, em apresentar qualquer índice de reposição, o “estado de greve” é um alerta
sobre possível paralisação das atividades docentes na universidade.

A assembleia geral da ADUEMS aconteceu na sede do sindicato, em Dourados, com
participação dos filiados nas unidades universitárias da UEMS por videoconferência. Na
ordem do dia, foram debatidas as pautas “estado de greve” e “condições de trabalho na
UEMS”.

Os professores avaliaram que a categoria segue abandonada pelo Governo do Estado,
pois o grupo político que controla o executivo e o legislativo estadual, desde 2014 impôs
perdas salariais de 44,48% à categoria, além de ter arrochado a renda dos docentes
aposentados, que foram obrigados a pagar 14% de desconto previdenciário sobre a
própria aposentadoria.

Além disso, os professores reivindicam reenquadramento de nível para docentes
aposentados que, mesmo após tantos anos de dedicação à universidade, não puderam
ascender aos níveis mais altos da carreira. Outro ponto debatido foi a precarização das
condições de trabalho dos professores na UEMS, com problemas de falta de espaço,
equipamentos, laboratórios e infraestrutura.

Para o professor doutor Volmir Cardoso, secretário-geral da ADUEMS, “há um claro
descontentamento dos docentes com o confisco salarial praticado pelo grupo que
comanda o executivo estadual desde 2014. Os aposentados têm sido os mais
penalizados e os professores em início de carreira estão sem boas perspectivas para
atuarem na universidade”.

Ainda segundo o docente, “não é aceitável que o professor da UEMS esteja ganhando menos que o professor da rede estadual. É injusto. Se for preciso parar as atividades para cobrar o que é justo, nós pararemos”.

Mobilização

Ações de mobilização e conscientização da comunidade acadêmica e da sociedade
estão sendo realizadas pela ADUEMS, com apoio do ANDES-SN (Sindicato Nacional dos
Docentes de Ensino Superior), que congrega mais de 70 mil filiados no Brasil. Nos
próximos dias, rodas de conversa, panfletagens, visitas às unidades da UEMS e atos
seguirão acontecendo.

A Diretoria da ADUEMS deverá se reunir novamente com o secretário de Estado de
Administração do Governo no dia 27 de março.

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