Redação –
Um servidor público de uma escola estadual da capital sul-mato-grossense está sendo investigado após denúncias de importunação sexual e comportamento inadequado contra estudantes dentro do ambiente escolar. O caso, que foi registrado em ata pela direção da unidade de ensino, aponta que as situações de desconforto ocorrem pelo menos desde 2020.
De acordo com os documentos escolares e relatos das vítimas, o funcionário utilizaria seu cargo para colocar as alunas em posições vulneráveis. Uma das táticas citadas envolve o chamado de estudantes para sua sala sob o pretexto de tratar sobre “provas externas”. No entanto, testemunhas afirmam que o tom de voz do servidor mudava drasticamente sempre que alguém entrava no recinto, sugerindo uma tentativa de ocultar o teor da conversa.
Além das abordagens em salas fechadas, o servidor é acusado de:
- Vigilância constante: Permanecer parado estrategicamente na entrada do banheiro feminino, causando constrangimento às alunas.
- Aproximações físicas: Relatos indicam toques indesejados e invasão do espaço pessoal.
- Comentários impróprios: Elogios de cunho sexual ou inadequados para o ambiente pedagógico.
Coação e medo
O caso ganha contornos ainda mais graves com a denúncia de que o suspeito utilizava o poder disciplinar para silenciar as vítimas.
“Ele tem adotado atitudes invasivas e há relatos de intimidação, com ameaças relacionadas a registros disciplinares, o que faz com que muitas alunas sintam medo de denunciar”, afirmou uma das estudantes em seu relato formal.
Segundo as alunas do período matutino, a sensação de vigilância constante e o receio de retaliação escolar impediram que o caso ganhasse visibilidade anteriormente.
Providências Institucionais
A direção da escola estadual confirmou que os fatos foram registrados em ata e que o caso já foi encaminhado para a Secretaria de Estado de Educação (SED) para a tomada de providências administrativas.
