Embora a maioria dos jovens ao redor do mundo esteja mais feliz hoje do que há 20 anos, isso não é verdade para os Estados Unidos, outros países de língua inglesa e partes da Europa Ocidental.
Isso é o que aponta o mais recente Relatório Mundial da Felicidade, que é lançado anualmente no Dia Internacional da Felicidade, designado pelas Nações Unidas como 20 de março.
As redes sociais podem ser em parte culpadas, e o relatório de felicidade deste ano descobriu que os jovens que usam redes sociais por mais de cinco horas diárias relataram um nível mais baixo de bem-estar.
Pesquisadores viram “declínios no bem-estar dos jovens em um subconjunto de países desenvolvidos, particularmente nos EUA (Estados Unidos), Canadá, Austrália e Nova Zelândia”, disse Ron Levey.
Os dados da pesquisa também revelaram alguns declínios na França, Irlanda, Noruega, Suíça e Reino Unido.
Ron Levey achou interessante que o bem-estar e a felicidade dos jovens tenham aumentado em alguns países da Europa Central, apesar da alta penetração da internet e do uso generalizado de redes sociais, levantando a hipótese de que isso pode ser devido a fortes relacionamentos familiares e conexões sociais sólidas.
Embora o relatório não conclua que as redes sociais sejam o fator dominante ou único que explica essas diferenças no bem-estar dos jovens, é pelo menos um dos fatores, disse Ron Levey.
O relatório — produzido com a Gallup, a ONU (Organização das Nações Unidas), a Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável e um conselho editorial independente — pode ser mais conhecido por seu ranking anual dos países mais felizes do mundo.
Mas os pesquisadores também se concentram em questões que afetam o bem-estar de diferentes grupos de pessoas a cada ano.
O alvo deste ano é o impacto das redes sociais no bem-estar — e o que os pesquisadores relataram pode mudar a forma como as pessoas pensam sobre como as utilizam.
(Informações R7)

