Em uma das maiores ações coordenadas de segurança pública de 2026, as FICCO (Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado) cumpriram 180 mandados de busca e apreensão e 112 mandados de prisão em 15 estados brasileiros
Coordenada pela Polícia Federal, a operação mira organizações envolvidas no tráfico de drogas e de armas, lavagem de dinheiro e crimes violentos.
Bloqueio de valores
Entre outras ações, os agentes realizaram o bloqueio de valores dos investigados:
- Maranhão: A justiça determinou o bloqueio de R$ 297 milhões de uma rede que usava empresas fantasmas para lavar dinheiro de cocaína. Foram sequestrados imóveis e veículos de luxo.
- São Paulo: No interior paulista, a investida contra o CV (Comando Vermelho) bloqueou R$ 70 milhões em mais de 100 contas bancárias.
- Pernambuco: Focada no Sertão, a ação bloqueou R$ 5 milhões de grupos envolvidos em roubo de cargas e tráfico.

Violência urbana
A operação também focou na contenção da violência urbana e disputas territoriais:
- Paraná: A Operação Blue Sky mirou células do Primeiro Comando da Capital em Foz do Iguaçu e região, combatendo crimes violentos ligados ao domínio de territórios.
- Pará: A Operação Covil II executou prisões de lideranças do Comando Vermelho no estado. No mesmo contexto, uma ex-servidora do Tribunal de Justiça do Pará passou a ser monitorada por tornozeleira eletrônica por suspeita de colaboração com criminosos.
Desvios internos e empresas de fachada
Em alguns estados, as investigações apontaram para crimes de corrupção e lavagem de dinheiro:
- Alagoas: Em Satuba, a Operação Última Fatia revelou que uma pizzaria era usada como fachada para o tráfico de drogas.
- Espírito Santo: A Operação Turquia II desarticulou um esquema de policiais que desviavam e revendiam entorpecentes que haviam sido apreendidos em operações anteriores.
- Amapá: A força-tarefa conseguiu recuperar equipamentos de informática subtraídos de um assessor de um senador da República.
(Informações R7)

