O que deveria ser um momento de lazer entre amigos e familiares terminou em uma cena de desespero e morte na noite do último domingo (15/3). Uma lancha com sete ocupantes colidiu violentamente contra um dos pilares da Ponte Divaldo Suruagy, em Marechal Deodoro, vitimando o gerente administrativo Henrique Torres, de 54 anos.
O acidente ocorreu em um trecho estratégico da BR-424, via de acesso ao Polo Industrial e a municípios como Pilar e Coqueiro Seco. Com o impacto brutal contra a estrutura de concreto, Henrique foi arremessado para fora da embarcação. Seu corpo foi localizado minutos depois, sendo trazido à margem por uma canoa que passava pelo local, em uma tentativa desesperada de resgate.
Batalha pela Vida
Militares do Corpo de Bombeiros e equipes de suporte avançado médico iniciaram uma corrida contra o tempo. Manobras de reanimação cardiopulmonar (RCP) foram realizadas ininterruptamente por quase uma hora na tentativa de reverter o quadro do executivo, que atuava em um renomado laboratório particular de Maceió. Infelizmente, a gravidade dos ferimentos prevaleceu e o óbito foi confirmado ainda no local.
Entre os outros seis ocupantes, o clima era de choque. Uma mulher chegou a sofrer um mal súbito, apresentando um edema na cabeça, mas, em estado de transe emocional, recusou atendimento médico formal das equipes de resgate.
Sob a Lupa da Marinha
As causas que levaram o condutor da lancha a colidir diretamente contra a pilastra da ponte ainda são um mistério. A escuridão da noite e as condições de navegabilidade na Lagoa Manguaba serão pontos cruciais da perícia.
“As circunstâncias exatas da colisão ainda precisam ser esclarecidas. O local foi isolado e a Marinha do Brasil, junto à Polícia Militar, assumiu a custódia da ocorrência”, informaram as autoridades.
O caso levanta, mais uma vez, o debate sobre a segurança na navegação de lazer em Alagoas, especialmente em trechos com estruturas fixas de grande porte. Henrique Torres deixa amigos, familiares e o setor de saúde de Maceió em luto. (Informações Portal do Tupiniquim)

