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Homem é assassinado a tiros no interior

O ex-secretário municipal, Francisco Tavares de Oliveira Neto, de 29 anos, foi assassinado a tiros, na tarde de sexta-feira (13).

Segundo testemunhas, dois homens que utilizavam uma motocicleta se aproximaram de Francisco Tavares e efetuaram os disparos. A dupla fugiu em seguida. O motivo do crime ainda não foi esclarecido. O crime aconteceu na Vila Paulo Gonçalves, em Aurora, na região do Cariri.

A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) confirmou o homicídio e informou que a vítima respondia pelos crimes de tortura, tentativa de denunciação caluniosa e furto qualificado.

Equipes da Perícia Forense do Ceará (Pefoce) e da Polícia Militar do Ceará (PMCE) foram acionadas para a ocorrência. O crime é investigado pela Delegacia de Polícia Civil de Aurora.

Francisco Tavares de Oliveira Neto, conhecido como ‘Chico Neto’, foi secretário municipal de Desenvolvimento Urbano e Infraestrutura de Aurora, entre abril e maio de 2023.

A Prefeitura de Aurora publicou nota de pesar, nas redes sociais, em que lamenta a morte do ex-secretário.

“Sabemos que palavras não conseguem expressar a dor que a família e os amigos estão sentindo, mas que todos possam encontrar conforto e força através das memórias e ensinamentos que fazem parte do seu legado em vida”, publicou a Prefeitura.

Condenação por tortura

Francisco Tavares de Oliveira Neto e o pai dele, José Ribamar Gonçalves, foram condenados pela Justiça do Ceará por um crime de tortura, em novembro de 2021.

Conforme divulgação do Ministério Público do Ceará (MPCE) à época, Francisco Tavares foi condenado a 9 anos e 3 meses de prisão e o pai, a 12 anos e 6 meses de prisão.

“Ribamar Gonçalves e Francisco Neto foram denunciados pelo MPCE por terem torturado dois funcionários de um estabelecimento comercial gerenciado por ambos. Pai e filho, supondo que os funcionários teriam subtraído uma quantia em dinheiro do comércio, torturaram as vítimas em busca de uma confissão”, afirmou o Ministério Público.

Durante o episódio de tortura, uma vítima teria tido um dente arrancado pelos réus. A decisão judicial definia que os réus não podiam recorrer em liberdade, mas Francisco Tavares foi solto nos anos seguintes. (Informações g1)

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