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Brasileira desatracou barco após tentar ligar motor e ficou à deriva, diz polícia inglesa

Novas pistas nas buscas pela psicóloga Vitória Figueiredo Barreto, desaparecida na Inglaterra há 10 dias, apontam que ela pode ter tentado fazer uma ligação direta no barco a motor que sumiu do porto de Brightlingsea. Sem conseguir ligar o motor, a embarcação ficou à deriva, sendo levada pela corrente até parar em um banco de areia perto da região de Bradwell.

As informações foram repassadas pela polícia, na última quinta-feira (12), em reunião com familiares e amigos de Vitória que acompanham diretamente as investigação na Inglaterra, conforme contou ao g1 a professora Liliane Silva, que hospedava a cearense.

“Na verdade, a polícia é clara em dizer que as câmeras não conseguiram alcançar o rosto da pessoa, mas que, juntando as imagens e o tempo das imagens, eles trabalham, sim, com a certeza de que era a Vitória”, afirma Liliane.

Com as novas pistas, as investigações apontam que Vitória teria utilizado duas embarcações na madrugada do dia 4 de março.

Assim, após passar por quatro cercas em direção ao estaleiro, ela entrou em um barco pequeno e saiu remando sozinha. Em seguida, ela chegou a um pontão onde outras embarcações estavam atracadas. Vitória então amarrou o primeiro barco, de menor porte, entrou em um segundo barco e tentou ligar o motor dele.

“A gente conseguiu ver a imagem, o vídeo de uma pessoa na pequena embarcação. São aqueles barquinhos que são utilizados por pescadores para chegar até o barco maior deles, quando a maré está baixa. Então, ela pegou um daqueles barquinhos e remou cerca de 100 metros até uma estação onde tinha um barco maior. E ela, então, entrou nesse barco maior. E aí, esse barco maior foi encontrado no banco de areia”, detalha a professora.

Conforme Liliane, este segundo barco foi encontrado com a parte do motor aberta e com os fios expostos, indícios de que Vitória teria tentado fazer uma ligação direta para acionar o motor. Sem obter sucesso, ela desamarrou o barco, que foi levado pela corrente.

A amiga detalha que a psicóloga cearense é bastante habilidosa e que, segundo relatos da mãe dela, ela é acostumada a tentar resolver problemas no carro, trocar pneus e consertar problemas em diversas áreas.

Os motivos de ela ter saído no barco sem avisar a familiares e amigos ainda não foram esclarecidos.

A Polícia de Essex comunicou, na última quinta-feira (12), que não encontrou um colete salva-vidas da segunda embarcação que teria sido usada por Vitória. O barco foi parar em um ponto próximo à praia de Bradwell.

De acordo com Liliane Silva, as informações mais recentes apontam que o barco foi encontrado em uma região onde a água tinha pouca profundidade, na manhã do dia 4 de março. Assim, a esperança é que Vitória possa ter saído da embarcação em segurança.

“A região em que o barco parou era uma região rasa. Os experts explicam que a água não estaria mais do que na altura do joelho dela. E o barco foi encontrado com a boia salva-vidas faltando. Então, ela deve ter se protegido pegando esse colar, esse anel que não afunda. Claramente, com tudo isso que ela fez, ela mostrou pra gente que ela estava lutando pela vida dela e não faria nada contra ela própria”, relata Liliane.

Ela comenta que um elemento que reanima as esperanças é que, mesmo com as buscas pelo mar e com a ajuda de helicóptero na região, Vitória ainda não foi encontrada.

“A polícia trabalha, sim, com a crença de que ela esteja viva em algum lugar, esperando por nós, se Deus quiser”, acrescenta. (Informações g1)

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