O marido da policial militar Gisele Alves Santana, encontrada morta em casa com um tiro na cabeça, passou a ser considerado investigado no caso após a Justiça determinar que a polícia apure a morte como feminicídio.
Inicialmente, o registro foi como suicídio, mas mudou para morte suspeita após a família dela contestar essa versão, e agora é investigado como feminicídio, cujas penas variam de 20 a 40 anos de reclusão.
A decisão ocorreu depois de um novo laudo necroscópico, realizado após a exumação do corpo, apontar lesões no rosto e no pescoço da vítima. Segundo peritos, há sinais de que ela desmaiou antes de ser baleada na cabeça e que não apresentou defesa.
O marido de Gisele, o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, estava no apartamento onde o casal morava e foi quem acionou o socorro no dia da morte, ocorrida em 18 de fevereiro.
A defesa dele disse que ainda não teve acesso aos laudos necroscópicos e que aguarda que sejam anexados no processo. Lamentou ainda os vazamentos dos documentos e dos vídeos e disse que não foi decretada a prisão do tenente-coronel.
Sobre a mudança da natureza do crime, a defesa disse que o que importa é o conteúdo da investigação e que, segundo ela, se trata de um suicídio e não um feminicídio.
A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo informou que segue investigando o caso e que vai preservar detalhes devido ao sigilo judicial.
Ainda nesta quarta-feira deve haver uma reunião entre integrantes da Secretaria da Segurança e do Ministério Público, o perito e o delegado do caso, que aguardam a liberação de outro laudo. A partir daí, poderá haver o pedido de prisão do tenente-coronel. (Informações g1)

