A aprovação do projeto de lei que cria o Sistema Brasileiro de Apoio Oficial ao Crédito à Exportação pode abrir espaço para o crescimento da indústria de brinquedos no mercado internacional.
O mecanismo cria uma estrutura permanente de financiamento voltada a empresas brasileiras interessadas em vender produtos fora do país, prática consolidada em grandes economias.
Hoje, com participação pequena nas vendas externas, o setor vê no novo modelo uma chance de ampliar a presença no comércio global. A expectativa é de que a medida melhore as condições de competitividade frente a fabricantes de países com custos de produção reduzidos.
Para o presidente da Abrinq (Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos), Synésio da Costa, o mecanismo ajuda a reduzir parte do peso tributário acumulado durante a produção.
“O crédito oficial à exportação reverte parte dos tributos pagos ao longo do processo produtivo do brinquedo no Brasil, transformando isso em benefício para quem exporta”, explica.
Segundo ele, a medida permite equilibrar custos do produto brasileiro no mercado internacional. “Isso torna a indústria brasileira mais competitiva, porque reduz parte do peso tributário que encarece o produto nacional frente a países que têm custo de produção mais baixo”, analisa.
O dirigente afirma ainda que o projeto pode facilitar a entrada de fabricantes brasileiros em novos mercados. “Para um setor que ainda é pequeno em exportação, isso cria melhores condições para disputar mercado fora do país.”
Bom para pequenos e médios
Pequenas e médias empresas também podem se beneficiar da nova política. O acesso ao crédito voltado à exportação tende a melhorar a estrutura financeira necessária para iniciar operações fora do Brasil. “A oportunidade que se abre é a de tornar o produto mais competitivo ao reduzir o peso tributário embutido na produção”, avalia o presidente da Abrinq.
Mesmo com possível aumento nas vendas externas, o mercado interno não deve sofrer impacto, segundo a entidade. “De forma alguma um possível aumento das exportações deve afetar o consumo per capita de brinquedos no Brasil”, sustenta Costa.
A indústria garante possuir capacidade produtiva suficiente para atender a novas demandas sem prejudicar o abastecimento nacional. “A indústria opera com uma capacidade ociosa relativamente confortável e está apta a ampliar a produção caso surjam novas oportunidades de mercado”, conclui.
(Informações R7)
