Redação –
O ex-marido de Ereni Benites, de 44 anos, vítima de feminicídio em Paranhos, confessou que utilizou um desodorante aerossol e um isqueiro para atear fogo na residência da mulher. Depoimentos colhidos no dia dos fatos apontaram que o homem de 52 anos teria participado do crime.
O homem era o principal suspeito da morte de Ereni e foi preso em flagrante no dia do crime. Durante as investigações, o suspeito foi novamente ouvido e acabou confessando a autoria do crime.
Em seu relato, o feminicida informou que utilizou um desodorante aerossol junto de um isqueiro para atear fogo na residência. Os policiais civis encontraram nas proximidades do local dos fatos, os instrumentos do crime: o isqueiro e o frasco de desodorante.
Principal suspeito
A equipe policial ouviu diversos depoimentos e reuniu indícios que apontavam para a possível participação do ex-companheiro da vítima. Com as informações, foi possível reconstruir a dinâmica dos fatos.
Segundo a Polícia Civil, a vítima deixou o local onde ingeria bebidas alcoólicas e foi até sua residência para dormir, momentos antes do início do incêndio. A confissão do ex-marido contrubuiu com a elucidação do crime.
A autoridade policial representou pela prisão preventiva do autor, e teve parecer favorável Ministério Público. O autor ficará à disposição da justiça.
Feminicídio
Na manhã de domingo (8), Ereni foi encontrada carbonizada na própria casa. De acordo com o boletim de ocorrência, a Polícia Civil foi acionada e, chegando ao local, encontrou a vítima sem vida no imóvel.
O feminicídio foi denunciado através de uma publicação no Instagram da página Kunangue Aty Guasu, assembleia de mulheres Guarani e Kaiowá de Mato Grosso do Sul. A publicação já dizia que o principal suspeito do crime seria o ex-marido de Ereni, que também foi a última pessoa a vê-la com vida.
O caso foi registrado como feminicídio na Delegacia de Polícia Civil de Paranhos. Ereni é a 7ª vítima de feminicídio em Mato Grosso do Sul neste ano de 2026.

