Moradores do bairro Itamaracá, em Campo Grande, marcaram um protesto para cobrar respostas sobre a situação da Unidade Básica de Saúde da Família (UBSF) da região, que permanece fechada para reforma. A manifestação está prevista para a próxima sexta-feira (13), às 16h30, em frente ao prédio da unidade.
O movimento foi divulgado com o nome “Protesto pelo Direito à Saúde”. Segundo os organizadores, a unidade está sem atendimento há cerca de três anos por causa das obras. Os moradores afirmam que a situação demonstra descaso por parte da gestão da prefeita Adriane Lopes.
Nos materiais de divulgação do ato, os manifestantes pedem providências imediatas. Frases como “Vereadores e prefeita, queremos resposta já” e “A saúde não pode esperar” fazem parte da mobilização.
A previsão mais recente da prefeitura aponta que a conclusão da reforma deve ocorrer apenas em maio deste ano.

Atendimentos foram distribuídos em outros postos
Com a UBSF interditada, os atendimentos passaram a ser realizados em outras unidades da cidade. De acordo com relatos enviados ao site Top Mídia News, as consultas médicas estão sendo feitas na UBSF Universitário, enquanto exames e retirada de medicamentos ocorrem na UBSF Cristo Redentor.
Essa divisão tem gerado dificuldades para muitos moradores, que precisam se deslocar para locais diferentes para resolver demandas que antes eram atendidas em um único posto.
Moradora do bairro há duas décadas, Lucilene de Oliveira conta que a situação tem complicado principalmente a rotina de quem precisa cuidar de idosos.
“Antes todo o atendimento era feito em um só lugar. Agora precisamos ir a dois postos diferentes, o que acaba sendo muito difícil, principalmente para quem acompanha pessoas idosas”, relatou.
Ela também afirma que houve troca dos agentes comunitários de saúde e que os moradores ainda não receberam visita da nova profissional responsável pela área.
Segundo Lucilene, a divisão dos atendimentos deveria ser apenas temporária, enquanto a reforma estivesse em andamento. No entanto, moradores afirmam que a obra está parada.
“O problema é que a obra não anda. O prédio está completamente fechado e ninguém sabe quando os trabalhos vão recomeçar”, disse.
Diante da situação, os moradores cobram a retomada da reforma e a normalização dos atendimentos na UBSF do Itamaracá para garantir acesso adequado à saúde básica na região.

