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EUA estreiam armas e estratégias de combate na guerra com o Irã

Os Estados Unidos passaram a usar novas armas e estratégias de combate na guerra contra o Irã, fazendo com que o conflito também tenha servido como campo de teste de arsenais avançados.

No primeiro dia da guerra, em 28 de fevereiro, o Comando Central dos EUA anunciou que a força-tarefa Scorpion Strike utilizou drones de ataque unidirecional em combate pela primeira vez.

Esses drones são baseados nos Shaheds de fabricação iraniana, que foram amplamente utilizados por Teerã em conflitos no Oriente Médio e pela Rússia na guerra da Ucrânia.

“Esses drones foram originalmente um projeto iraniano. Nós os levamos de volta para os Estados Unidos, os aprimoramos e os lançamos de volta contra o Irã”, afirmou o almirante Brad Cooper, chefe do CENTCOM, em um pronunciamento em vídeo na terça-feira (3).

Outros usos inéditos incluem o primeiro ataque com o míssil Precision Strike Missile (PrSM), um projétil balístico de curto alcance criado há pouco mais de dois anos e que pode ser lançado a partir do sistema de foguetes de artilharia de alta mobilidade M142 (HIMARS).

Fabricado pela Lockheed Martin, cada míssil custa, no mínimo, cerca de US$ 1,6 milhão e tem como objetivo substituir os antigos mísseis antitanque ATACM.

Drone iraniano se destaca em guerras modernas
O drone Shahed, fabricado no Irã, se tornou uma arma fundamental nas guerras modernas. O equipamento de baixo custo já é, inclusive, adotado pelas forças armadas de outros países, incluindo a Rússia na guerra contra a Ucrânia.

Além do preço menor, drones desse modelo são difíceis de neutralizar em larga escala, especialmente em ataques com mísseis, um tipo de ameaça cujo avanço tecnológico vem alterando de forma significativa os cálculos de custo e as estratégias de defesa em tempos de guerra.

O primeiro uso dos drones Shahed foi contra a Arábia Saudita em 2019, quando o país culpou os terroristas Houthi por um ataque a instalações petrolíferas. Desde então, o Irã tem usado os drones no Oriente Médio, inclusive para atacar forças americanas no conflito mais recente.

Os drones também assumiram uma importância notável na guerra na Ucrânia, quando a Rússia passou a adotá-lo. Na época, o Irã forneceu ao país os modelos Shahed-131 e Shahed-136. A troca de tecnologia fez com que a Rússia abrisse caminho para desenvolver o seu próprio drone, chamado de Geran, e que é inspirado no iraniano.

O Comando Central dos EUA chegou a reconhecer a semelhança de seus drones com os Shaheds. “Drones de baixo custo, modelados a partir dos drones Shahed do Irã, estão agora realizando retaliação de fabricação americana”, afirmou o órgão em comunicado.

(Informações R7)

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