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A celebração da literatura que brota da Escola: o nobre lançamento de ‘Amores Poéticos’

A sede do Grupo Literário Arandu, abriu suas portas para o lançamento oficial do livro “Amores Poéticos”

A noite de 6 de março de 2026 ficará marcada na memória cultural de Dourados como o momento em que a sensibilidade juvenil e a experiência acadêmica se fundiram em uma celebração nobre e emocionante. A sede do Grupo Literário Arandu, abriu suas portas para o lançamento oficial do livro “Amores Poéticos”, uma obra que é a concretização física de um projeto de fôlego nascido no “chão da escola”.

O evento não foi apenas uma formalidade, mas um rito de passagem onde estudantes se tornaram oficialmente escritores, apresentando ao mundo um “mapa de sentimentos” lapidado ao longo de um ano de intensas reuniões, correções e descobertas.

O prestígio do evento foi reafirmado pela presença de figuras fundamentais da Escola Estadual Moacir Djalma Barros, como a diretora Regina e a coordenadora Fátima, cujo apoio foi o alicerce para que o projeto iniciado em sala de aula ganhasse asas e chegasse ao prelo.

O prestígio do evento foi reafirmado pela presença de figuras fundamentais da Escola Estadual Moacir Djalma Barros

A Casa Arandu foi preenchida por um público vibrante e diversificado: estudantes do ensino médio e universitários dividiram o espaço com psicólogos, administradores, empresários, comerciantes e professores, todos unidos pelo desejo de prestigiar a literatura feita com verdade e entrega.

A atmosfera era de reconhecimento ao esforço coletivo que envolveu o Grupo Literário Arandu, representado por figuras como Carlos, Lélio, Lourenço, Marcia e Maria Aparecida, além da fundamental colaboração da bibliotecária Aline Graziele Benitez e da equipe editorial liderada pelo Dr. André Martins Barbosa e do projeto gráfico de Frank Cegildo.

A atmosfera era de reconhecimento ao esforço coletivo que envolveu o Grupo Literário Arandu, representado por figuras como Carlos, Lélio, Lourenço, Marcia e Maria Aparecida

No centro dessa jornada, o livro físico — com sua capa adornada por uma rosa vermelha e um coração pulsante — revela-se como uma jornada dividida em três atos fundamentais:
O Começo: Com a voz de Daniel Afonso, o leitor é lançado ao “fogo inicial” da paixão, onde o pulso acelerado e o medo do risco dominam os versos. Daniel explora a urgência dos sentimentos e a melancolia de constatar, por vezes, que é “tarde demais” para o toque ou a palavra.

Com a voz de Daniel Afonso, o leitor é lançado ao “fogo inicial” da paixão, onde o pulso acelerado e o medo do risco dominam os versos

O Meio: Conduzido por Emanuelly Vitória, esta seção mergulha na dualidade do afeto. Seus poemas transitam entre a “alma velha” que recorda amores que nunca foram e a avidez pelo encontro presente, celebrando os detalhes que trazem harmonia ao caminhar e a necessidade visceral do abraço.

poemas de Emanuelly transitam entre a “alma velha” que recorda amores que nunca foram e a avidez pelo encontro presente

O Fim: A jornada culmina com a sabedoria de Marcia Aparecida de Brito, que oferece uma anatomia lúcida dos términos. Sua poesia não se detém no luto, mas na busca pelo entendimento de como o silêncio e a falta de comunicação desgastam os laços, ensinando que a cura nasce da clareza e do cuidado com o amor.

Marcia Brito: Sua poesia não se detém no luto, mas na busca pelo entendimento de como o silêncio e a falta de comunicação desgastam os laços

O lançamento de “Amores Poéticos” simboliza a importância vital de se escrever sobre o amor, um tema que, embora cantado há milênios, encontra frescor e honestidade nas mãos destes novos talentos. A obra, resultado de uma parceria nobre entre o curso de Direito da UEMS e o Grupo Arandu, é um testemunho de que a escola é o solo mais fértil para a transformação social através da arte.

Em meio à celebração, a força feminina foi exaltada em honra ao Dia Internacional das Mulheres

Em meio à celebração, a força feminina foi exaltada em honra ao Dia Internacional das Mulheres, reconhecendo o papel central das autoras, organizadoras e educadoras que tornaram este sonho realidade. Quem passou pela Casa Arandu naquela noite não levou apenas um livro autografado, mas a certeza de que a poesia, quando nasce do esforço e da verdade, tem o poder de eternizar o efêmero.

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