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Ginecologistas formam cooperativa para driblar “crise”

Dourados – 18/06/2009

Cansados da falta de condições de trabalho, médicos ginecologistas e obstetras de Dourados vão criar uma cooperativa para tentar solucionar os problemas enfrentados pela categoria. Uma reunião na última segunda-feira deu o “ponta pé” do que seria a alternativa para escolher a diretoria que tomará a frente das negociações a favor dos profissionais com as instituições públicas e privadas. Os ginecologistas estão desistindo de atuar principalmente na saúde pública. No Hospital da Mulher (HM) nove deles chegaram a abandonar o posto de trabalho no início do ano por conta das condições de trabalho e da “enxurrada” de processos que vêm recebendo dos pacientes nos últimos meses.O HM é referência em atendimento à mulher na região sul do Estado, sendo responsável por 35 municípios. A demanda de trabalho é grande e os ginecologistas estariam estressados com a carga horário de trabalho, lidando com pacientes com graves problemas de saúde. O próprio diretor técnico do HM, Damacir Iácono, constata as dificuldades de trabalho na saúde pública.Entretanto, as condições de trabalho também não são das melhores nas unidades privadas, o que motivou os profissionais se reunirem para criar a cooperativa, que tem como objetivo fortalecer a categoria, negociar melhores trabalhos nos ambulatórios, nos plantões e, melhores tabelas de honorários de convênios (Unimed, Cassems). O seguro médico, sobreaviso nos hospitais e melhorias aos indicadores do parto normal e cesariana também são reivindicações.A proposta de criação da cooperativa está sendo organizada pelo ginecologista Flávio Ribas. Um documento assinado por ele e distribuído aos colegas da categoria especifica a situação atual dos ginecologistas no contexto atual.A disseminação de processos é um dos principais argumentos que pressiona a categoria, prejudicando a imagem do profissional perante a sociedade. O documento ainda pontua a sobrecarga de trabalho com baixa remuneração nas unidades públicas e privadas; a exigência cada vez maior do usuário e dos convênios diante os médicos; plantões sem direito trabalhista (férias, 13º salário, INSS); e a situação do obstetra de consultório que fica à disposição do paciente 24 horas por dia e sete dias por semana.Os ginecologistas ainda vão realizar outras reuniões para definir a criação da cooperativa. Depois de formada, as expectativas é trazer melhoria para a qualidade de vida dos profissionais, com melhores remunerações, criar intercâmbio entre os médicos e proporcionar o aperfeiçoamento técnico e científico sem necessidade de se deslocar a outros estados.

Fonte: Dourados Agora

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