A Polícia Civil pediu à Justiça autorização para exumar do corpo da policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, encontrada morta com um tiro na cabeça no último dia 18, no imóvel onde vivia com o marido, no Brás, região central. O pedido seria para esclarecer dúvidas levantadas durante a investigação.
A decisão judicial ainda não havia sido proferida até a manhã desta quarta-feira (4/3). De acordo com o advogado José Miguel Junior Silva, que representa a família de Gisele, os parentes da PM “não se opõem à exumação”.
“Isso se deu em função do médico legista. Ele deve amparar dúvidas e viu essa possibilidade (exumação do corpo). A família é com pesar que vê uma situação dessa, pois não é fácil, mas não se opõe e está para colaborar”, disse o advogado ao Metrópoles.

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A Justiça determinou, nesta quarta-feira (4/3), sigilo sobre a investigação da morte da policial militar. O esposo de Gisele, o tenente-coronel da Polícia Militar (PM), Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, foi afastado das funções enquanto o caso segue sendo investigado. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o próprio oficial solicitou o afastamento.Play Video
Local contaminado
Em coletiva de imprensa nessa terça-feira (3/3), Silva disse que o apartamento onde a policial foi encontrada morta com um tiro na cabeça é alvo de questionamentos da família. Eles consideraram que o local “é contaminado e mexido” e “não foi preservado”.
Inicialmente, o caso era tratado como suicídio. Porém, passou a ser tratado como uma morte suspeita. A arma usada supostamente por Gisele pertencia ao marido, o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto.
O advogado revelou que “Gisele estava clamando por socorro” e era impedida de manter contato com familiares e de tomar decisões simples do dia a dia, e sustenta que “ela estava querendo se separar” – o que, na avaliação da família, contraria a versão inicial de suicídio.
(Informações Metrópoles)
