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Só 10% dos bafômetros comprados são entregues

Geral – 18/06/2009

As vésperas do aniversário da lei seca, que neste sábado completa um ano, sete dos dez Estados que têm os maiores índices de mortalidade em acidentes de trânsito ainda não receberam o reforço de bafômetros -que havia sido anunciado pelo governo Lula em outubro.
Até agora, menos de 10% dos 10 mil bafômetros comprados no final do ano passado já foram entregues à Polícia Rodoviária Federal e aos órgãos de fiscalização de dez Estados –930 aparelhos já foram doados, e mais 765 devem ser distribuídos até o final deste mês.
Responsável pela aquisição dos aparelhos, o Ministério da Justiça diz que as entregas estão dentro do cronograma, que prevê distribuir os 10 mil bafômetros até o fim do ano.
A pasta reconhece que o prazo é longo, mas diz que as duas fornecedoras contratadas não têm como acelerar a fabricação.
A manutenção do sucesso inicial da lei, segundo especialistas em medicina e segurança de tráfego, depende da fiscalização intensa do uso de álcool.
Sem o bafômetro, surgem duas dificuldades: 1) a constatação do teor de alcoolemia no organismo só pode ser feita por exame de sangue ou, em último caso, avaliação de um perito; e 2) quanto menor a quantidade de aparelhos, menor a quantidade de pontos de fiscalização.
Entre os dez Estados campeões em mortes, apenas Santa Catarina (32,3 mortes por 100 mil habitantes ao ano, a maior do país), Paraná e Espírito Santo receberam bafômetros do governo federal. Os outros sete Estados dessa lista –Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás, Piauí, Ceará, Rondônia e Tocantins– ainda não.
Todos esses Estados têm médias de mortalidade no trânsito superiores à média nacional (18,7 por 100 mil habitantes, por ano). Piauí e Rondônia –cuja capital Porto Velho tem a maior taxa de mortalidade no trânsito entre capitais (29,3 por 100 mil habitantes por ano)– devem continuar sem o reforço federal ao menos por enquanto, já que não estão listadas na segunda remessa de aparelhos.

Fonte: Folha Online

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