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Adolescente mata idosa a facadas e publica no TikTok um dia após revelar desejo de ataque a professores

Uma adolescente de 14 anos matou uma mulher e feriu um homem após ataque com faca no distrito de Atlântida Sul, em Osório, no Litoral Norte, nessa terça-feira. A vítima que morreu foi identificada como Elzira Cabral, de 81 anos. No dia anterior, a jovem tinha confessado desejo de “massacre” a professores da escola onde estuda, mas os docentes não comunicaram tal alerta à Brigada Militar ou Polícia Civil.

Depois, a adolescente ainda publicou um gravação em seu perfil no TikTok. “O que eu fiz…”, dizia a legenda do vídeo, que também mostrava a idosa ferida no chão. A postagem já foi excluída da rede social.

Uma guarnição do 8º BPM apreendeu a jovem, que foi autuada na DP de Osório, por atos infracionais análogos a homicídio e tentativa do mesmo delito. Segundo o delegado João Henrique Gomes, ela tem diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA), mas não é considerada inimputável.

“Ela atacou o homem, depois esfaqueou a mulher, que descia de um carro. A idosa era natural de Novo Hamburgo, mas havia decidido morar em Atlântida Sul justamente para fugir da violência. As vítimas sofreram ataque aleatório. É um caso extremamente triste para todos os envolvidos”, lamenta o delegado João Henrique Gomes.

Alerta de ataque em escola

Um dia antes do ataque em Atlântida Sul, a adolescente foi suspensa das atividades escolares. Conforme ata da instituição de ensino, ela tentou perfurar com tesoura a barriga de outro aluno, sendo contida por uma mulher de 47 anos, que atua como monitora da escola. A profissional sofreu ferimentos.

Esse registro mostra que, na ocasião, a jovem chegou a expressar vontade de “fazer massacre na escola” para “aparecer na televisão”. Potencial risco não foi comunicado às forças policiais, sendo recomendadas atividades pedagógicas domiciliares e “readaptação”.

Nesse texto consta o relato da mãe da jovem, descrevendo comportamento agressivo dela em casa. Ela sustenta que a filha estava com medicação em dia, mesmo sem acompanhamento psiquiátrico. Em laudo médico, assinado por um psiquiatra após o surto no colégio, é orientado aumento da dosagem e reavaliação do quadro da paciente.

(Informações R7)

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