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O que se sabe até agora? Confira mais informações sobre conflito entre EUA, Israel e Irã

Na manhã deste sábado (28), Estados Unidos e Israel realizaram um ataque coordenado contra o Irã. Diante da ofensiva, o presidente norte-americano Donald Trump anunciou que “grandes operações de combate” estão em andamento.

Segundo a Agência de Notícias da República Islâmica, bombardeios atingiram uma escola primária feminina no condado de Minab, na província de Hormozgan, no sul do país, resultando na morte de 40 pessoas. O governador Mohammad Radmeh informou ainda que outras 48 ficaram feridas.

Explosões foram registradas em ao menos cinco cidades iranianas — Isfahan, Qom, Karaj, Kermanshah e na capital Teerã — conforme a agência Fars. Prédios ligados ao gabinete do líder supremo e ao gabinete presidencial também teriam sido atingidos. Em resposta, o Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã prometeu uma “resposta esmagadora”, afirmando que os ataques ocorreram “mais uma vez durante negociações” com Washington.

As Forças de Defesa de Israel informaram que o Irã lançou ataques retaliatórios contra território israelense. Instalações da Marinha dos EUA no Bahrein teriam sido alvos de mísseis, enquanto explosões foram registradas em Doha. Já os Emirados Árabes Unidos confirmaram que também foram atingidos, com a morte de ao menos um civil.

Declarações e justificativas

O ataque ocorre após semanas de negociações entre Washington e Teerã sobre o programa nuclear iraniano. Em pronunciamento divulgado em vídeo, Trump afirmou que a ofensiva tem caráter preventivo. Segundo ele, o Irã continuaria desenvolvendo mísseis de longo alcance capazes de ameaçar aliados europeus, tropas norte-americanas no exterior e, futuramente, o próprio território dos EUA.

Trump declarou ainda que os Estados Unidos pretendem destruir a indústria de mísseis iraniana e “aniquilar” sua Marinha. O presidente também incentivou a população iraniana a derrubar o regime clerical e prometeu “imunidade” a integrantes das forças de segurança que depusessem as armas.

Antes da confirmação oficial dos ataques pelos EUA, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, classificou a ação como um “ataque preventivo”. Já o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que um “regime terrorista assassino” não pode possuir armas nucleares.

Situação interna e impacto regional

O governo iraniano alertou que novos ataques podem ocorrer em Teerã e outras cidades, orientando a população a buscar áreas seguras. Também informou que escolas e universidades permanecerão fechadas, enquanto órgãos públicos operarão com 50% da capacidade. Bancos seguirão funcionando.

O país enfrenta um bloqueio quase total da internet, conforme a NetBlocks. Companhias aéreas internacionais cancelaram ou desviaram voos na região por questões de segurança.

Programa nuclear em foco

O estado atual do programa nuclear iraniano permanece incerto após ataques anteriores a instalações estratégicas em Isfahan, Natanz e Fordo. O diretor da Agência Internacional de Energia Atômica, Rafael Grossi, afirmou anteriormente que os danos foram graves, mas não totais.

Estimativas indicam que o Irã possuía cerca de 440 quilos de urânio enriquecido a 60% antes dos ataques, quantidade que poderia ser suficiente para produzir até dez armas nucleares caso atingisse 90% de pureza.

Apesar de declarações conflitantes de autoridades iranianas sobre a paralisação do enriquecimento, ainda há incertezas quanto ao estoque e às condições das instalações nucleares.

As informações foram divulgadas pelo Midia max, que acompanha os desdobramentos do conflito internacional.

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