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Poeta douradense lança amanhã obra que mistura crítica social, filosofia e experiência pessoal

Redação –

O professor, músico e escritor João Alexandre Alves dos Santos, de 29 anos, tem construído uma trajetória marcada pela inquietação artística e pela busca de sentido por meio da palavra. Docente de Língua Portuguesa na Escola Estadual Maria da Glória Muzzi Ferreira, em Dourados, ele também ministra cursos de redação e mantém uma atuação ativa na música, tocando violão, guitarra, baixo e teclado, além de integrar o Grupo Reticências.

Em entrevista ao jornalista Juliel Batista, da Folha de Dourados, João falou sobre sua caminhada na literatura, iniciada ainda na adolescência, quando começou a escrever poemas e narrativas curtas. Formado em Letras e mestre em Literatura pela Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), ele se prepara para lançar, neste sábado (28), seu segundo livro, “Versos Parricidas”, uma coletânea de poemas que abordam temas sociais, filosóficos e existenciais.

O lançamento da obra ocorre neste sábado, 28 de fevereiro, às 19h, na sede da editora Arandú, em Dourados. O evento é aberto ao público e contará com declamação de poemas, presença de leitores e apresentação musical do Grupo Reticências, banda da qual o autor faz parte. A noite marca não apenas a chegada do novo livro ao público, mas também a consolidação de João como uma das vozes contemporâneas da produção literária local.

Segundo o autor, a obra reúne textos que dialogam com a realidade e buscam provocar reflexões no leitor sobre a vida, as relações humanas e o papel da própria poesia. O lançamento ocorreu na sede da editora Arandú, em Dourados, com declamações e apresentação musical de sua banda.

João afirma que a escrita é uma forma de expressão íntima e também um instrumento de questionamento coletivo. “Cada verso carrega um pedaço de mim, mas também tenta dialogar com inquietações que são universais”, destacou durante a entrevista.

“Cada verso carrega um pedaço de mim, mas também tenta dialogar com inquietações que são universais”

Poeta douradense lança amanhã obra que mistura crítica social, filosofia e experiência pessoal
Jornalista Juliel Batista entrevista o escritor João Alexandre na redação da Folha de Dourados. Foto: Rakely dos Santos

Leia a seguir, a entrevista de João Alexandre Alves dos Santos a Juliel Batista.

Quando começou sua trajetória como escritor?

Eu sempre tive essa inquietação desde a infância, mas comecei a escrever de fato por volta dos 16 ou 17 anos. Comecei com poemas e, eventualmente, contos e narrativas mais curtas. Já compus algumas músicas também, então posso dizer que escrevo há cerca de 11 ou 12 anos.

“Comecei com poemas e, eventualmente, contos e narrativas mais curtas.”

Qual é a sua formação acadêmica?

Sou formado em Letras pela UFGD e também tenho mestrado em Literatura pela mesma universidade.

Qual é o seu principal estilo de escrita hoje?

Eu escrevo principalmente poesia, com uma estrutura mais livre, dentro de uma pegada mais moderna e pós-moderna. Também escrevo contos e crônicas, mas a poesia é o meu foco principal.

“(…) a poesia é o meu foco principal.”

Esse é seu primeiro livro?

Na verdade, é o segundo. O primeiro foi baseado na minha dissertação de mestrado, intitulado “A Exegese Narrativa, de Julian Fuchs, em A Ocupação”, lançado no ano passado. Já o novo livro se chama “Versos Parricidas”.

Qual é a proposta de “Versos Parricidas”?

É uma coletânea de textos com várias temáticas, mas com uma forte relação com a realidade. Os poemas buscam provocar reflexões sobre a sociedade, as relações humanas e também questões filosóficas e existenciais. É uma obra que transita entre a denúncia de certos comportamentos e também uma perspectiva de esperança por meio da reflexão.

“Os poemas buscam provocar reflexões sobre a sociedade, as relações humanas e também questões filosóficas e existenciais.”

O título é forte. O que ele representa?

O nome traz essa ideia de humanização dos versos. Cada palavra carrega um pedaço de mim. Também trabalho com reflexões sobre o próprio fazer poético, o que chamamos de metapoesia, quando a poesia fala sobre si mesma.

“Cada palavra carrega um pedaço de mim.”

Existe um público-alvo específico?

Eu não classifico por idade, mas pelo interesse em reflexão. Qualquer pessoa que busque pensar sobre a vida, as relações humanas e o próprio sentido da existência pode se identificar com a obra.

“Eu não classifico por idade, mas pelo interesse em reflexão.”

Quando será o lançamento do livro?

O lançamento será no dia 28 de fevereiro, às 19h, na sede da Arandu, em Dourados. O evento é aberto ao público e contará com declamação de poemas e apresentação musical.

Você também é músico. Como a música entra na sua vida?

A música sempre esteve presente. Eu toco violão, guitarra, baixo e teclado e faço parte do Grupo Reticências, que mistura rock, MPB, bossa nova e música regional. A música e a literatura acabam se complementando como formas de expressão.

“A música e a literatura acabam se complementando como formas de expressão.”

Onde o público pode encontrar o livro?

Principalmente na Arandu. Também tenho exemplares comigo, e as pessoas podem entrar em contato pelo Instagram para adquirir.

Poeta douradense lança amanhã obra que mistura crítica social, filosofia e experiência pessoal
Escritor autografa sua primeira obra. Foto: Arquivo pessoal

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