José Henrique Marques –
Desde ontem (25), a imprensa de todo o País repercute anotações manuscritas atribuídas ao senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República, durante reunião da cúpula nacional do PL, reveladas com exclusividade pela Folha de S.Paulo.
O escândalo sugere supostos pedidos de recursos financeiros por parte do deputado federal Marcos Pollon e da vice-prefeita de Dourados, Gianni Nogueira, ambos do PL.

No trecho referente a Mato Grosso do Sul, o documento indica que o partido deve apoiar o governador Eduardo Riedel (PP) à reeleição, único que não pertence à mesma legenda. É aí que aparece o nome de Pollon, que nasceu em Dourados, mas residente há várias décadas em Campo Grande. O texto registra: “Pollon (pediu 15 mi p/ não ser candidato)”.
Crítico da migração de Reinaldo Azambuja do PSDB para o PL, Pollon tem dito, desde o ano passado, que é candidato ao governo para contrapor à reeleição de Riedel. Ligado à bancada da bala, o deputado é reconhecido com “bolsonarista raiz”.
As anotações de Flavio Bolsonaro também mencionam Gianni Nogueira, esposa do deputado federal Rodolfo Nogueira, também douradense. Ao lado do nome dela aparece a anotação: “Mulher Rodolpho (pediu 5 mi)”.
Gianni se coloca como pré-candidata ao Senado, com apoio explícito de Bolsonaro. Também aparecem como possíveis nomes do PL, o ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) e o ex-deputado estadual Capitão Contar (PL). Ao lado de Contar, a anotação registra: “recall / melhor nas pesquisas, 18% contra 2% dos outros”.
Ao Campo Grande News, Rodolfo Nogueira disse que “não houve qualquer pedido financeiro por parte da esposa” e confirma que ela conta “com o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro para eventual disputa ao Senado”.
Pollon e Gianni negaram as alegações, e Flávio Bolsonaro esclareceu que os registros eram apenas impressões ouvidas durante a reunião.
