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Família de pai e filho assassinados diz que espera por justiça

Segundo familiares, aquela também foi a última chamada de vídeo entre Enoque e os filhos, que moram em estados diferentes. “Foi quando eu tinha cortado o cabelo, cortado a barba, e eles ficaram resenhando, a gente estava resenhando”, contou um dos filhos, que pediu para não ser identificado.

O maior desejo de Enock era reunir toda a família no próximo feriado para um encontro que vinha planejando. O projeto, no entanto, foi interrompido de forma violenta na última segunda-feira (16), durante o Carnaval.

Câmeras de videomonitoramento registraram o momento em que uma briga generalizada começa na rua. Nas imagens, três homens partem para cima de Jocktan, que veste camisa branca. Ele é agredido com chutes e socos, cai no chão e continua sendo atacado. Na sequência, os suspeitos fogem de carro.

Jocktan ainda resistiu por alguns minutos, mas morreu no local. Durante a confusão, Enock também foi esfaqueado, mas as imagens divulgadas não mostraram as agressões ao pai. Ele chegou a ser socorrido e levado ao hospital, onde permaneceu internado por algumas horas, mas não resistiu aos ferimentos.

O encontro que Enock tanto sonhava em promover acabou acontecendo em circunstâncias trágicas, para resolver os procedimentos após as mortes. “Não tinha condição de poder levá-los para a Bahia. A gente teve que vir para cá para resolver tudo aqui”, disse o filho.

Suspeito se apresenta como testemunha e acaba preso

Um homem de 25 anos se apresentou à polícia afirmando ter presenciado o crime. No entanto, como as imagens já estavam em posse da Polícia Civil, ele foi identificado como um dos suspeitos das agressões.

O jovem foi autuado em flagrante por homicídio qualificado por motivo fútil e por dificultar a defesa da vítima e encaminhado ao presídio. Os outros envolvidos ainda não foram presos.

Abalada, a família afirma que espera que todos os responsáveis sejam identificados e punidos.

“A gente quer justiça, porque é uma covardia. Não sabemos o que aconteceu. Tinha gente lá no local, tem câmera, mas tem aquela lei do silêncio, que ninguém gosta de falar nada”, disse.

(Informações R7)

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