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Reação da mulher de piloto de avião acusado de pedofilia levanta alerta

Um piloto da Latam foi preso dentro da aeronave, no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, acusado de praticar pedofilia e também de ser líder de uma rede de exploração sexual de menores.

A atual mulher do investigado, que é psicóloga, disse nesta terça (10) estar abalada e, aos prantos, declarou não saber dos crimes cometidos pelo próprio marido, que aconteciam muitas vezes dentro de casa. O homem tem quatro filhos adultos.

De acordo com a polícia, pais e responsáveis vendiam meninas para ele cometer os abusos. Na operação chamada de “Apertem os Cintos”, também foram presas uma mãe que entregou a própria filha para ser aliciada e Denise Moreo, uma avó que também dava as netas para o piloto em troca de dinheiro.

As vítimas têm em comum a situação de vulnerabilidade social. Para ter acesso a imagens e encontros, Sérgio pagava valores que variavam entre R$ 30 e R$ 100. Até o momento, dez crianças foram identificadas pela polícia, mas, segundo os investigadores, há dezenas de outras que aparecem em fotos e vídeos no celular do piloto.

“Ele levava as vítimas para o motel, com RG de pessoas maiores de idade. Uma delas ele começou a abusar com 8 anos. Hoje ela está com 12 anos”, detalhou a delegada Ivalda Aleixo, chefe do DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa).

Nem sempre identificamos o mal

Para a delegada, a reação da mulher de Sérgio foi triste. Além do choque de saber que estava unida a um monstro, ela está arrasada porque, como profissional da saúde, não conseguiu identificar indícios de que ele era um criminoso.

Um caso revoltante, triste, chocante. E que traz uma constatação que acredito ser essencial para jovens e adultos: o mal, na maioria das vezes, não tem a face monstruosa.

Por isso, para proteger os pequenos, é preciso ter o olhar atento e muito diálogo. E, é claro, ser referência em tudo. A maioria dos casos de pedofilia, por exemplo, é cometida por alguém da família ou próximo. É o parente “legal”, o vizinho “atencioso”. Isso sem falar nos crimes cometidos pela internet.

Ou seja, não há, necessariamente, sinais evidentes ou perfis facilmente identificáveis. Então, o enfrentamento desse tipo de crime passa pela informação, pela denúncia e pelo fortalecimento das redes de proteção.

O desafio é coletivo, das famílias, das instituições e do poder público, para que a infância seja, de fato, uma fase de cuidado e segurança.

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