O Grupo de Ação Financeira Internacional (Gafi) classificou, nesta quarta-feira (18), aCoreia do Nortecomo uma “jurisdição de alto risco” para os crimes de lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo. O país foi incluído no ranking pelo 16º ano consecutivo.
Além do regime de Kim Jong-un, Irã e Mianmar também aparecem na categoria, que indica que os países citados têm grande propensão para esses tipos de crime
“O Gafi permanece preocupado com a contínua falha da Coreia do Norte em abordar as deficiências significativas em seu regime de combate à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo e as sérias ameaças representadas pelas atividades ilícitas relacionadas à proliferação de armas de destruição em massa e seu financiamento”, afirma o Gafi em comunicado.
O Gafi elabora padrões globais de combate à corrupção, adotados por 180 países e periodicamente avalia a luta de diferentes países contra a lavagem de dinheiro e o financiamento do crime.
Desde 2011, a entidade tem defendido que os países adotem sanções financeiras e contramedidas para proteger seus sistemas financeiros contra os riscos de lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo ligados à Coreia do Norte.
Entre as ações recomendadas estão o encerramento de relações de correspondência com bancos norte-coreanos, o fechamento de subsidiárias e filiais dessas instituições no exterior e a limitação de relações comerciais e transações financeiras com indivíduos da Coreia do Norte.
Coreia do Norte ampliou atuação
Segundo o Gafi, a Coreia do Norte tem ampliado, nos últimos anos, sua integração ao sistema financeiro internacional. Como resultado, aumentam as preocupações com o financiamento de programas relacionados à proliferação de armas de destruição em massa.
De acordo com o organismo, esse cenário demanda maior vigilância e a adoção de contramedidas mais rigorosas contra o país. A Coreia do Norte costuma utilizar empresas de fachada, joint ventures e estruturas de propriedade complexas e pouco transparentes para contornar as sanções.
O Gafi orienta seus membros e demais nações a adotarem controles mais rigorosos nas operações que envolvam a Coreia do Norte, com verificação detalhada de transações e maior monitoramento de qualquer movimentação financeira realizada direta ou indiretamente em nome do país.
(Informações R7)

