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Pollon enrascado, Simone sob pressão, Jamilson, Zé Teixeira, Marcio Fernandes e Mara Caseiro no PL

Juca Vinhedo –

A FRASE

“A anistia está na conta da p… do Hugo Motta. Nós queremos colocar o povo para enfrentar o Alexandre de Moraes, mas nós não podemos peitar o bosta do Hugo Motta, um baixinho de 1,60m″.

(Marcos Pollon, deputado federal (PL-MS), sobre o episódio em que deputados bolsonaristas tomaram a mesa diretora da Câmara, ocorrida nos dias 5 e 6 de agosto de 2025).

No centro do jogo
O encontro entre o governador Tarcísio de Freitas e a cúpula nacional do MDB acendeu o sinal de alerta no Palácio do Planalto. A possível indicação de um nome do MDB para vice em uma eventual reeleição do paulista reposiciona o tabuleiro e passa a influenciar diretamente a estratégia de Lula para 2026 no maior colégio eleitoral do país.

MDB dividido
Apesar de ser peça-chave nas articulações, o MDB vive um racha interno. Pelo menos 17 diretórios estaduais resistem a um alinhamento formal com Lula, enquanto a condução do partido por Baleia Rossi, próximo a Tarcísio, aproxima a sigla paulista de setores mais à direita e complica uma composição nacional.

Futuro de Simone
No meio desse rearranjo, cresce a pressão sobre Simone Tebet. A permanência da ministra no MDB passa a ser questionada, e uma eventual migração para o PSB ganha força caso ela decida disputar as eleições. Nos bastidores, o PT mantém Haddad como peça central em São Paulo e vê Tebet como possível nome ao Senado numa chapa mais ampla.

Fica onde está
A senadora Soraya Thronicke afirmou que vai permanecer no Podemos e não pretende trocar de partido para disputar a reeleição. Com o aval da direção nacional, ela diz estar livre para conduzir sua campanha e manter uma posição independente, sem compromisso com alianças presidenciais.

Independência política
Mesmo após conversar com lideranças do PT sobre uma possível composição, Soraya garantiu que não deve apoiar nem Lula nem nomes ligados ao bolsonarismo. A estratégia, segundo ela, é dialogar com eleitores de diferentes correntes e evitar se vincular a extremos neste momento.

Provocação no ar
De olho na disputa pelo Senado, a senadora chegou a desafiar publicamente Carlos Bolsonaro a transferir domicílio eleitoral para Mato Grosso do Sul e entrar na corrida. Apesar de aparecer atrás nas pesquisas, mantém o discurso de que está pronta para enfrentar qualquer adversário.

Nome em construção
A pré-candidatura do secretário Jaime Verruck ao Senado segue cercada de incertezas nos bastidores. Apesar do apoio de setores ligados à indústria, o nome ainda não aparece nas pesquisas e enfrenta o desafio de se viabilizar politicamente em um cenário já ocupado por outros pré-candidatos mais consolidados.

Caminho indefinido
Além da falta de espaço nas sondagens, Verruck ainda não tem uma legenda definida para a disputa. Com o PSD já alinhado a outros projetos para o Senado, cresce a avaliação de que o secretário pode acabar redirecionando o plano inicial e disputar uma vaga de deputado federal, possivelmente por outro partido da base governista.

Espaço em disputa
A senadora Tereza Cristina volta a enfrentar pressão interna no grupo governista para manter o protagonismo que conquistou nas últimas eleições. Com o avanço do PL no Estado, lideranças do partido passaram a disputar espaço nas articulações para o Senado, colocando em xeque a influência do PP.

Cobrança interna
Dentro do próprio PP, nomes como Gerson Claro e Marcelo Miglioli seguem na expectativa de que a sigla mantenha candidatura própria ao Senado. A dupla aguarda um posicionamento mais firme de Tereza Cristina diante da pressão do PL, que quer consolidar seus próprios nomes na chapa majoritária.

Cenário indefinido
A leitura nos bastidores é de que, se não houver reação política, o PP pode perder espaço no grupo. A possibilidade de mudanças partidárias futuras e o avanço das articulações do PL ampliam a incerteza e colocam o papel de Tereza Cristina novamente no centro das decisões.

Debandada no PL
O PL vive dias de turbulência nos bastidores. Após a saída de Carol de Toni e das ameaças de Nikolas Ferreira de deixar a sigla, em meio a insatisfações com os rumos adotados pela direção nacional, o clima interno segue tenso. Em Dourados, a vice-prefeita Giani Nogueira também dá sinais de desconforto e já teria avisado que pode deixar o partido caso não seja indicada candidata ao Senado.

Movimento inverso
Enquanto lideranças nacionais falam em deixar o PL por disputa de espaço, na Assembleia Legislativa o cenário é outro. Deputados estaduais já se articulam para acompanhar o ex-governador Reinaldo Azambuja em sua nova filiação, indicando uma tendência de fortalecimento da sigla no plano regional.

Troca de lado
Entre os que já sinalizaram a mudança estão os tucanos Paulo Corrêa, Jamilson Name, Zé Teixeira e Mara Caseiro, que devem deixar o PSDB rumo ao PL. A movimentação confirma o redesenho político após a saída de Reinaldo da antiga legenda.

De olho na reeleição
Dos nomes que devem migrar, três planejam disputar a reeleição para deputado estadual: Paulo Corrêa, Jamilson Name e Zé Teixeira. Já Mara Caseiro deve buscar uma vaga na Câmara Federal, ampliando o alcance da nova composição partidária.

Efeito dominó
O deputado Márcio Fernandes também deve embarcar no mesmo caminho, deixando o MDB para se filiar ao PL. A janela partidária, que abre em março, deve intensificar as contas políticas e as articulações de bastidores, com cada parlamentar avaliando o melhor destino para garantir espaço em 2026.

Saúde em casa
Reestruturado pela Prefeitura de Dourados, o programa Melhor em Casa segue ampliando o atendimento domiciliar e consolidando um modelo mais humanizado de cuidado. Com equipe multiprofissional e suporte inclusive nos fins de semana e feriados, a iniciativa garante assistência a pacientes acamados e com quadros graves sem que precisem sair de casa.

Números que crescem
Desde a ampliação, em agosto de 2025, o programa já soma mais de 3,4 mil atendimentos, com destaque para os 576 realizados apenas em fevereiro deste ano. A presença constante das equipes nas residências reforça o compromisso da gestão em levar saúde de qualidade a quem mais precisa.

Estrutura reforçada
A recomposição das equipes e a disponibilização de veículos pela atual administração permitiram ampliar o alcance do serviço e intensificar os cuidados aos pacientes mais graves. A iniciativa contribui para reduzir internações prolongadas e garantir mais conforto e dignidade no tratamento dentro do ambiente familiar.

Conselho de Ética em ação
O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados iniciou a oitiva de parlamentares sobre a ocupação do plenário ocorrida em agosto do ano passado. Os depoimentos começaram com testemunhas e seguem com deputados que são alvo de representações, em um processo que será analisado de forma conjunta.

Pollon no foco
O deputado federal Marcos Pollon (PL-MS) está entre os parlamentares ouvidos e responde a duas representações. Uma delas trata da suposta obstrução de sessão legislativa, que pode resultar em suspensão temporária do mandato, enquanto a outra envolve declarações públicas feitas durante manifestação em Campo Grande.

Possíveis punições
Caso sejam confirmadas as infrações, as penalidades podem variar de advertência até afastamento por até 90 dias. O caso segue em análise e deve movimentar os bastidores em Brasília nos próximos dias, com desdobramentos políticos e partidários ainda incertos.

Operação em Dourados
A Receita Federal, em parceria com a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União, deflagrou nesta terça-feira a Operação OTC – Over The Counter, com cumprimento de mandados de busca e apreensão em Dourados. A ação investiga um esquema de fraudes no Programa Farmácia Popular do Brasil.

Esquema milionário
As investigações apontam desvios que podem chegar a R$ 30 milhões por meio de vendas fictícias de medicamentos registradas no sistema oficial do programa. Mandados autorizam apreensão de provas e o bloqueio de contas, veículos e imóveis avaliados em mais de R$ 8 milhões, envolvendo pessoas físicas e jurídicas suspeitas.

Fraudes com CPFs
O esquema teria começado a ser desvendado após um cidadão identificar o uso indevido de seu CPF em uma suposta compra de remédio. Segundo a Receita Federal, grupos adquiriam CNPJs de farmácias cadastradas e registravam vendas inexistentes para obter reembolsos irregulares, em um golpe com alcance nacional.

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 BASTIDORES DO PODER

O dia em que Sarney “descobriu” a inflação

Quem viveu os anos 80 lembra: o Brasil era um país onde o preço mudava mais rápido que o tempo virava. E, no meio daquele vendaval de planos econômicos, tabelamentos e remarcações, contam nos corredores de Brasília uma cena que virou quase lenda entre os mais antigos.

Era começo de governo, tempo de Plano Cruzado, e o presidente José Sarney fazia questão de circular pelos prédios públicos, conversar com funcionários, sentir o clima. Num desses giros pelo Palácio do Planalto, resolveu parar para um café, coisa simples, de balcão mesmo, como quem tenta mostrar proximidade.

Pediu um cafezinho. O servidor anotou, serviu, e Sarney, curioso com a nova fase econômica que o país vivia, perguntou quanto era. O funcionário, meio sem graça, respondeu o preço. O presidente achou barato. Comentou, até satisfeito, que o controle de preços estava funcionando.

Dizem que, enquanto ele tomava o café, chegou outro funcionário ao balcão e pediu o mesmo cafezinho. O atendente fez as contas rápidas e falou outro valor, um pouquinho mais alto. Sarney, atento, estranhou: “Mas não era outro preço agora há pouco?”. O rapaz, meio encabulado, respondeu algo do tipo: “Presidente, aqui a gente vai ajustando conforme chega a mercadoria…”.

Sarney teria dado um sorriso de canto, daqueles de quem entendeu tudo sem precisar de explicação. Terminou o café devagar, agradeceu e saiu. Quem estava perto conta que ele comentou baixinho com um assessor: “Se o preço muda do começo ao fim de um café, imagina no resto do país”.

A história correu Brasília como rastilho. Era engraçada, mas dizia muito. O país vivia aquele tempo estranho em que o dinheiro parecia derreter na mão, e até um gesto simples, como parar para um café, virava aula prática de economia.

Pollon enrascado, Simone sob pressão, Jamilson, Zé Teixeira, Marcio Fernandes e Mara Caseiro no PL
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