O delegado que conduz a investigação sobre a morte da professora que passou mal e morreu após uma aula de natação em uma academia afirmou no domingo (8) que o manobrista da empresa era o responsável pela manutenção da piscina do espaço.
Segundo Alexandre Bento, titular do 42° Distrito Policial, a suspeita da polícia é que houve uma mistura de produtos químicos que acabou causando uma reação química e liberou gases no ambiente, intoxicando os alunos da academia.
“Esse gás tóxico provocou asfixia nas pessoas que ali estavam, via a queima das vias aéreas, gerando bolhas no pulmão das vítimas. Nós estamos tentando entender direitinho qual foi o produto que foi usado e qual a proporção da mistura”, explicou Bento.
“A grande dificuldade foi que não houve colaboração nenhuma da empresa. Como os empresários não apareceram e não deram satisfação, a gente não consegue entender [a mistura que foi feita]. Não localizamos o manobrista que seria responsável pela lavagem da piscina, seria a pessoa que faz a mistura dos produtos”, completou.
Segundo ele, a polícia ainda tentava localizar o funcionário. “A gente está tentando localizar esse manobrista limpador de piscina para identificar os produtos que ele utilizou e a proporção desses produtos”, afirmou.
Ele acrescentou ainda que se trata de uma “situação bem grave e delicada, tanto que o local está interditado pela Vigilância Sanitária”. Os bombeiros e os profissionais entraram no local com equipamentos de proteção. Foram abertas todas as janelas para dissipar os gases, mas é cedo ainda para dizer o que causou essa intoxicação”, disse.
Por meio de nota, a Subprefeitura Vila Prudente disse que interditou, preventivamente, a academia C4 Gym, no Parque São Lucas, “devido às irregularidades encontradas como: existência de dois CNPJs vinculados à atividade exercida no endereço, não possuir o Auto de Licença de Funcionamento e constatada situação precária de segurança.” (Informações g1)

