Mãe de quatro filhos, trabalhava como caixa em um sacolão, em Ribeirão das Neves , Região Metropolitana de Belo Horizonte. Yone Ferreira Costa, de 56 anos, voltava do trabalho quando foi assassinada com dois tiros nas costas. As outras vítimas são Nathielly Kamilly Fernandes Faria, de 16, e Emanuely Geovanna Rodrigues Seabra, de 14, que trabalhavam na padaria onde o crime ocorreu.
Os homicídios foram registrados nesta quarta-feira (4), no bairro Lagoa.
Segundo a Polícia Militar, o principal suspeito é o ex-namorado de Nathielly, um adolescente de 17 anos. Ele teria entrado no estabelecimento, iniciado uma discussão e atirado contra as três vítimas antes de fugir em uma motocicleta. Ele foi apreendido e encaminhado para a 1ª Delegacia da Polícia Civil (relembre o caso abaixo).
O g1 conversou com Jennifer Costa Laia, filha mais velha de Yone. Ela explicou que todos os dias, a mãe voltava pra casa com o mesmo motorista de aplicativo. E foi este homem que deu a notícia do crime para a família.
“Tem um rapaz que ele cobrava para fazer corrida particular, né? Aí ele sempre trazia minha mãe todo dia após o serviço. Aí ontem, ele que deixou a sacola dela aqui na porta falando que ela tinha sido baleada na padaria”, explicou a filha mais velha, Jennifer Costa Laia.
Além de Jennifer, de 36 anos, Yone tinha outros três filhos: Gabrielly de 28, Guilherme de 26 anos e Brunna Emanuelle, de 14. A filha conta que a mãe tinha uma ótima relação com todos os filhos e era o pilar da família.
“Minha irmã mais nova tem 14 anos e está muito abalada. A minha mãe mantinha a casa toda, sustentava, nem sei como vamos fazer. A gente só quer entender tudo o que aconteceu com nossa mãe”, explicou Jennifer.
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Parentes de Nathielly Kamilly Fernandes Faria no IML para a liberação do corpo. — Foto: TV Globo
O pai de Nathielly estava no IML, nesta quinta-feira (5), para a liberação do corpo da filha. Ela não quis dar entrevista mas informou que a adolescente trabalhava na padaria há cinco meses para ajudar nos cuidados da avó paterna.
Disse também que a filha tinha terminado o relacionamento, que ele estava tentando reatar mas desconhecia que o ex-namorado tinha comportamento agressivo.
Silvana Estrocate, tia de Nathielly também estava no IML. Ela contou que a menina era bastante extrovertida mas que nunca viu nenhum comentário da sobrinha sobre o ex-namorado.
“É uma dor que corrói que eu queria tirar de mim e da minha mãe que criou ela. Ela não merecia passar por essa situação. Uma menina de 16 anos, com a vida toda pela frente. Ninguém é dono de ninguém! Isso precisa parar. Tirar a vida da minha sobrinha, numa covardia dessa! É muito triste”, lamentou Silvana. (Informações g1)

