Curso de Agronomia pela UEMS em Glória de Dourados ofertará 60 vagas a pequenos produtores, assentados, quilombolas e indígenas
Por Edson Moraes –
As famílias que são o público-alvo da reforma agrária ganharam um investimento histórico no governo do presidente Lula. É a chance de acesso ao ensino superior, por meio de um programa criado em 1998, no governo de Fernando Henrique Cardoso, mas reestruturado e inovado em 2010 pelo presidente Lula. Com este modelo, o Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera) tornou-se um dos indutores mais efetivos para a capacitação técnico-científica dos produtores rurais que compõem o segmento.
Mato Grosso do Sul já está no programa. Ontem (quarta-feira, 04), o superintendente do Incra (Insituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), Paulo Roberto Silva; o reitor da Universidade Estadual (Uems), Laércio de Carvalho; e também a superintendente do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Marina Nunes, reuniram-se para um alinhamento sobre as próximas etapas do Pronera. Representantes dos movimentos sociais participaram do ato, que teve o apoio da bancada federal e da prefeitura de Glória de Dourados.

Na reunião foi anunciada a realização do curso de Agronomia em Glória de Dourados, por meio da parceria entre o Incra e a Uems. Com 60 vagas, o curso é um avanço na ampliação do acesso ao ensino superior para estudantes oriundos da reforma agrária, celebra Carvalho. Por sua vez, o superintendente Paulo Roberto destacou que a iniciativa contribui para o desenvolvimento sustentável dos assentamentos, a qualificação da produção agrícola e a permanência dos jovens no campo.
“O Incra tem papel estratégico na articulação com universidades, governos e movimentos sociais. Por meio dessas parcerias conseguimos levar mais oportunidades para quem faz parte da reforma agrária”, disse Paulo Roberto. “Ao assegurar o acesso à educação superior, o programa fortalece o desenvolvimento da produção e da qualidade do trabalho e da vida de quem está nos assentamentos”, acrescentou.

A VERDADE – Para Marina Nunes, do MDA, quem combate trabalhadores rurais sem-terra e ataca Lula dizendo que seu governo só invade e desapropria, deveria conhecer o Pronera e, com isto, falar a verdade. “Com o Pronera, o governo prova o contrário do que dizem seus críticos, pois reconhece que, além da posse legítima da terra, o movimento dos trabalhadores que lutam pela reforma agrária está lutando também por educação, por saúde, segurança e produção agroecológica”, assinalou.
“A meta do governo Lula com o Pronera está sendo alcançada, ao oferecer educação de qualidade aos beneficiários da reforma agrária. São assentados, quilombolas e indígenas que terão acesso ao curso superior em universidades públicas. Vão adquirir conhecimentos relacionados às realidades do campo, num processo que envolve a formação técnica e científica, a inclusão social e o fortalecimento dos territórios rurais”,

