O enfermeiro Rafael Braga, de 35 anos, acostumado com a praticidade das compras online, viveu uma experiência amarga no último sábado (24). Após planejar com a esposa a compra de um iPhone de R$ 4,1 mil e parcelar o valor em 12 vezes, o pacote entregue em sua casa continha algo inesperado: uma caixa de chocolates Bis no lugar do smartphone.
Mesmo recebendo o pacote lacrado e conferindo os dados na etiqueta, Rafael sentiu que algo estava errado no momento da entrega. “A primeira coisa que eu estranhei é que o produto estava leve. Quando eu abri, foi que eu tomei o susto”, relatou ao g1.
O enfermeiro escolheu comprar o produto vendido e entregue pela própria Amazon.com.br, evitando vendedores parceiros (marketplace) justamente por acreditar que a transação seria mais segura.
A resolução do problema não foi imediata. Durante seis dias, Rafael enfrentou uma série de negativas da Amazon. Em contatos via chat e e-mail, a empresa chegou a afirmar que não faria o reembolso, alegando que o iPhone estava na embalagem ao sair do centro de distribuição.
A situação tornou-se ainda mais tensa quando a plataforma enviou e-mails citando uma “atividade incomum” na conta de Rafael, mencionando um reembolso anterior (de um cooler de R$ 89 que havia sido extraviado) e ameaçando fechar sua conta caso o problema persistisse. “Eu fiquei me sentindo culpado, pensando: ‘O que foi que eu fiz de errado?'”, desabafou o enfermeir
Após o registro de um Boletim de Ocorrência e o contato da reportagem do g1 com a gigante do e-commerce, o cenário mudou. Na manhã desta quinta-feira (29), a Amazon realizou o estorno integral do valor. Em nota, a empresa informou que está investigando o ocorrido internamente.
Apesar do final feliz, Rafael afirma que a confiança no sistema foi abalada. “Sinceramente, acho que não faço mais compras assim, pelo menos essas de valor mais alto”, concluiu, ressaltando que antes considerava o site o mais confiável do mercado.
(Informações Portal do Ancorador)


