A Polícia Civil de Minas Gerais segue com as investigações para esclarecer o que aconteceu durante as cerca de 48 horas em que Alice, de 4 anos, ficou desaparecida em uma área rural da cidade de Jeceaba, a 120 km de Belo Horizonte.
Segundo o delegado responsável pelo caso, Lurizam Costa Viana, o foco passa a ser a análise detalhada do local onde a menina foi encontrada, a reavaliação de possíveis testemunhas e a apuração de todas as hipóteses levantadas pela família e pelas equipes de busca.
“Esse é um momento importante para entender o que pode ter ocorrido nesse intervalo. Nós não descartamos nenhuma hipótese. Tudo precisa ser investigado com cautela”, afirmou o delegado.
A Polícia Civil informou que um perito da Delegacia Regional esteve no local onde Alice foi localizada para realizar uma análise técnica do espaço geográfico, mapeando o terreno, o entorno e as condições ambientais. O objetivo é verificar se o local é compatível com a permanência da criança durante dois dias ou se há indícios de que ela tenha sido levada e depois deixada na região.
Além disso, equipes policiais devem percorrer novamente as imediações do sítio dos avós, onde ocorreu o desaparecimento, em busca de novas informações que possam ter passado despercebidas no primeiro momento.
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Caso delicado e ausência de câmeras
Segundo o delegado, a investigação enfrenta dificuldades adicionais por se tratar de uma criança autista, não verbal, e por não haver câmeras de segurança na região.
O sítio fica em uma área de zona rural cercada por mata, o que amplia as possibilidades de deslocamento e dificulta a reconstituição exata do trajeto feito pela criança.
“Não temos imagens que mostrem se ela saiu sozinha, se foi levada ou para onde foi. Isso torna o desafio ainda maior”, explicou.
Mesmo sem câmeras, a tecnologia teve papel importante no caso. Com apoio da Delegacia de Pessoas Desaparecidas do DHPP, em Belo Horizonte, a Polícia Civil emitiu um Alerta Amber, que notificou moradores de cidades em um raio de até 160 quilômetros do local do desaparecimento.
“Muitas pessoas relataram que receberam o alerta. Esse tipo de ferramenta é fundamental e pode ter contribuído para que a Alice fosse localizada”, destacou o delegado.
(Informações R7)

