A polícia da Índia investiga um caso extremo envolvendo o sistema de cotas em processos seletivos. Um jovem de aproximadamente 20 anos teria amputado o próprio pé na tentativa de se enquadrar na cota destinada a pessoas com deficiência e, assim, aumentar as chances de ingresso em uma faculdade pública de medicina.
O candidato já havia sido reprovado duas vezes no NEET, exame nacional de admissão para cursos de medicina no país. Inicialmente, a família registrou um boletim de ocorrência alegando que ele havia sido vítima de um ataque. No entanto, a investigação apontou diversas inconsistências na versão apresentada.
Laudos médicos indicaram que a amputação foi feita de forma precisa, incompatível com um ataque violento, além da presença de indícios de uso de anestésicos. A polícia também encontrou um diário com anotações que demonstravam obsessão pela aprovação no curso, além de tentativas anteriores de obter documentação para concorrer às vagas reservadas.
“O acusado tentou desviar a investigação com uma história inventada, mas suas alegações não resistiram ao escrutínio durante o interrogatório prolongado e a análise das provas”, informou a polícia à imprensa local na última quarta-feira (21/1).
Apesar de o golpe ter sido descoberto, as autoridades ainda avaliam quais dispositivos legais podem ser aplicados ao caso. O episódio reacende o debate sobre fraudes em cotas e a importância da fiscalização rigorosa nos processos seletivos, inclusive em concursos e vestibulares públicos. (Informações Direção Concursos)

