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Indústria é obrigada ajustar produção em 90 dias

Mau Cheiro – 08/07/2009

Uma empresa situada no Distrito Industrial assinou novo Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) junto à Promotoria de Justiça do Meio Ambiente, se comprometendo a modificar o sistema de produção. O objetivo é inibir o mau cheiro que continua castigando a população de Dourados. De acordo com o promotor de Justiça do Meio Ambiente, Paulo César Zeni, a indústria tem 90 dias para se adequar. Segundo ele, o primeiro passo é modificar o sistema de resíduos incubatórios.Paulo Cesar explicou que a medida faz parte de uma série de atividades previstas para combater o mau cheiro em Dourados, já que as últimas perícias de técnicos não esclareceram, de fato, a origem do mau-cheiro. Na noite de segunda-feira passada, moradores de vários bairros da cidade sentiram o odor, que vem do Distrito Industrial. Para a dona-de-casa Joana Aparecida Dias Santos, de 42 anos, as autoridades devem agir com mais rigor. “Tem que mandar prender o responsável por isto. Não aguento mais, não aguento mais…”, disse. Ela conta que na região do Hospital Universitário, no bairro Altos do Indaiá, o ar está insuportável. Na semana passada, duas leitoras mandaram emails reclamando sobre a qualidade do ar na cidade. Conforme vem denunciando, paulatinamente o jornal O PROGRESSO e site Douradosagora, apesar da instalação de filtro em empresas suspeitas de poluírem o ar, o mau cheiro continua atormentando a comunidade de Dourados. O caso está sendo investigado pelo Ministério Público Estadual (MPE).Recentemente o Instituto do Meio Ambiente (Imam), informou que faria novos laudos. O ambientalista Luiz Carlos Ribeiro, da Entidade de Preservação do Meio Ambiente Salvar diz que o problema está no processo industrial a céu aberto. Para ele, o filtro condensa parte do odor, que poderia ser extinto através do um sistema de confinamento na produção. “Se por um lado as empresas causam estes odores, por outro, elas contribuem de certa forma com o meio ambiente, já que reciclam materiais orgânicos que antes iam para a natureza”. A moradora Valquíria Ramos reclama que não aguenta mais o transtorno. A cabeleireira Mara Bueno dos Santos diz que o mau cheiro incomoda dia e noite. Moradora na Vila Esperança, ela conta que no último final de semana não conseguiu dormir por conta do odor que provocava ardência no nariz.A auxiliar administrativa Karielly Doleine Pereira, 26 anos, moradora no Jardim América, diz que o desconforto é freqüente. Segundo ela, os odores continuam na mesma intensidade, mesmo após a instalação do filtro.Entidades ligadas ao Meio Ambiente de Dourados, estão se mobilizando para viabilizar um aparelho que controla e analisa a qualidade do ar em Dourados. De acordo com o presidente do Instituto de Meio Ambiente e Desenvolvimento (IMAD), Vito Comar, o objetivo é garantir uma melhora na qualidade do ar em Dourados. O grupo vai reivindicar recursos para implantação do sistema do Fundo de Meio Ambiente de Dourados e já realizou orçamentos e estudos sobre o sistema, que para eles seria o ideal para acabar de vez com o mau cheiro, entre outros tipos de poluição ambiental.

Fonte: Dourados Agora

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