Redação –
Foram identificados como Walisson Domingos da Silva e Claudeir Cáceres dos Santos os dois suspeitos mortos no confronto armado com a Força Tática da Polícia Militar, ocorrido na manhã desta terça-feira (27), no Jardim Pantanal, em Dourados. A troca de tiros deixou ainda outras três pessoas feridas, que permanecem internadas sob custódia policial.
De acordo com as informações apuradas, o confronto teve origem a partir de uma denúncia anônima feita ao 190, que alertava sobre a atuação de um grupo organizado que estaria planejando crimes de grande impacto na cidade. Com base nessas informações, as forças de segurança passaram a monitorar os suspeitos.
Segundo o tenente Kettenhuber, os ocupantes do veículo VW Voyage já eram procurados por integrarem uma organização criminosa ligada a uma facção, que planejava executar uma série de ações criminosas em Dourados. O grupo foi acompanhado pelas forças policiais até o momento em que a Força Tática tentou realizar a abordagem no cruzamento das ruas das Orquídeas e Monte Alegre.
“A reação dos suspeitos foi imediata; antes mesmo da revista, a guarnição foi recebida a tiros, com disparos efetuados de dentro para fora do automóvel, o que forçou a reação dos policiais para repelir a agressão”, afirmou o tenente.
Durante o confronto, um dos suspeitos morreu no local. Outros quatro foram baleados e socorridos, porém Claudeir Cáceres dos Santos não resistiu aos ferimentos e teve o óbito confirmado após dar entrada em uma unidade hospitalar. Os três sobreviventes seguem internados no Hospital da Vida, sob escolta policial.
Outro ponto destacado pelas autoridades é que os envolvidos possuem passagens pelo sistema prisional e estariam cumprindo pena no regime semiaberto. “São do semiaberto sim. Não me recordo o número exato se são três ou quatro, ou se todos, mas são do semiaberto”, confirmou o tenente Kettenhuber.
Durante a inspeção no veículo utilizado pelo grupo, os policiais localizaram quatro armas de fogo, sendo duas pistolas e dois revólveres, além de uma quantia em dinheiro em espécie. O armamento apreendido reforça a suspeita de que os envolvidos estavam preparados para um possível confronto.
A área foi isolada para os trabalhos da Perícia Técnica, que realizou a análise do local e do veículo. A Polícia Civil agora investiga quais seriam os possíveis alvos dos ataques planejados pelo grupo e trabalha para identificar outros integrantes da célula criminosa, com o objetivo de desarticular completamente a organização.


