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Ferrugem asiática cresce em ritmo recorde e atinge mais de 20 cidades de MS

Redação –

Os registros de ferrugem asiática da soja continuam em alta em Mato Grosso do Sul. A atualização mais recente, divulgada nesta quinta-feira (22), aponta que o Estado já contabiliza 62 ocorrências da doença, o que representa cerca de 28% de todos os casos registrados no país nesta safra.

Campo Grande confirmou o primeiro caso na última sexta-feira (17). De acordo com dados do Consórcio Antiferrugem, Mato Grosso do Sul apresenta a segunda maior alta do Brasil na safra 2025/2026. O levantamento considera o período entre junho de 2025 e janeiro de 2026 e evidencia um crescimento acelerado da doença: foi registrado um caso em novembro, 21 em dezembro e 40 apenas em janeiro.

Com isso, o primeiro mês de 2026 já superou o total de ocorrências registradas durante toda a safra anterior, acendendo o alerta para produtores e autoridades sanitárias.

Municípios afetados

Ao todo, 22 municípios de Mato Grosso do Sul já registraram casos de ferrugem asiática. São eles: Amambai (5), Antônio João (2), Aral Moreira (4), Bonito (2), Caarapó (2), Campo Grande (1), Coronel Sapucaia (2), Dourados (3), Guia Lopes da Laguna (1), Itaporã (1), Itaquiraí (2), Ivinhema (2), Juti (1), Laguna Carapã (3), Maracaju (3), Naviraí (13), Nova Alvorada do Sul (1), Ponta Porã (3), Rio Brilhante (1), São Gabriel do Oeste (1), Sete Quedas (8) e Sidrolândia (1).

Naviraí lidera o número de registros, seguido por Sete Quedas e Amambai.

Medidas de prevenção e manejo

Para conter a disseminação da ferrugem asiática, a Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro) orienta que os produtores adotem medidas preventivas e de manejo adequado da cultura. Entre as recomendações estão:

  • Cadastro de todas as áreas de plantio junto à Iagro até 10 de janeiro de cada ano, logo após a semeadura;
  • Monitoramento frequente das lavouras para detecção precoce da doença;
  • Realização de controle químico, biológico ou mecânico, conforme orientação de responsável técnico;
  • Eliminação de plantas voluntárias (tigueras ou guaxas) até 14 de junho de cada ano, por meio de controle químico ou mecânico;
  • Adoção de outras medidas necessárias para prevenção, controle e erradicação da doença.

Segundo a agência, a combinação entre monitoramento eficiente, manejo correto e cumprimento das normas fitossanitárias é essencial para reduzir os impactos da ferrugem asiática e preservar a produtividade da soja no Estado.

Vazio sanitário

Uma das principais estratégias de combate à ferrugem asiática é o vazio sanitário da soja, que em Mato Grosso do Sul ocorreu entre junho e setembro de 2025. Durante esse período, é proibido o plantio de soja e a permanência de plantas vivas no campo.

A medida tem como objetivo reduzir a sobrevivência do fungo causador da doença, eliminando plantas hospedeiras, como a soja voluntária. Durante o vazio sanitário, os produtores devem monitorar as áreas, eliminar plantas remanescentes e respeitar o calendário oficial de plantio. O descumprimento das regras pode resultar em multas e outras penalidades previstas em lei.

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