Os dados oficiais sobre crimes sexuais online contra crianças e adolescentes são preocupantes. Segundo o Ministério da Justiça, em 2025 o país registrou uma média de 2.500 casos por dia. A história de duas jovens mostra como a atenção dos pais pode ser determinante para evitar tragédias. Graças à vigilância constante sobre mensagens e redes sociais, ambas escaparam de situações de risco.
Em São Paulo, uma adolescente de 14 anos passa até cinco horas por dia no celular, mas seus pais monitoram o uso. “Se começa a ter conversas estranhas, eu já não converso mais, eu deixo falando lá sozinho”, conta a menina. A família bloqueia contatos suspeitos e acompanha de perto qualquer interação, percebendo tentativas de aliciamento por desconhecidos que se passam por jovens de sua idade.
Especialistas alertam que predadores seguem um processo em quatro fases: acolhimento, isolamento, aliciamento e dependência emocional ou financeira. O psicólogo André Lopes explica que o dano psicológico é gravíssimo e que o ambiente digital, mesmo dentro de casa, pode ser perigoso. “A nossa casa é a primeira barreira de proteção para uma criança e adolescente”, afirma.
No Rio de Janeiro, outro caso mostra a gravidade do problema: um homem foi preso em flagrante ao tentar encontrar uma adolescente, que havia sido assediada via aplicativo por um adulto. A mãe da jovem orientou a filha e acionou a polícia, evitando o crime. O suspeito foi indiciado por estupro de vulnerável, com pena de até 15 anos de prisão.
O Ministério da Justiça reforça que a colaboração com empresas de tecnologia é essencial para retirar conteúdos ilícitos e punir criminosos. Para proteger os filhos, especialistas recomendam diálogo constante, controle parental e monitoramento do uso de dispositivos digitais, minimizando riscos e garantindo segurança no ambiente online.
(Informações R7)


