Do Diário MS News –
Mato Grosso do Sul é, no imaginário nacional, o “Cinturão de Ouro” do conservadorismo e a fortaleza do agronegócio. No entanto, sob a superfície das caminhonetes e dos grandes rebanhos, pulsa uma força política que muitos insistem em ignorar, mas que ninguém consegue derrotar: a esquerda sul-mato-grossense.
Longe de ser uma coadjuvante, a base progressista no estado é um “Gigante Invisível” que, em momentos decisivos, levanta-se para definir o destino do Palácio do Tiradentes.
Em 1998 o PT ganhou no MS
A história da esquerda no estado não é feita de herança, mas de conquista. O grande marco nasceu de uma derrota amarga: em 1996, Zeca do PT perdeu a prefeitura de Campo Grande por apenas 411 votos. O que parecia um fim foi, na verdade, o pavio de uma revolução.
Dois anos depois, em 1998, o improvável aconteceu. Sem latifúndios ou sobrenomes tradicionais, Zeca derrubou gigantes como Pedro Pedrossian e Wilson Martins. Sua gestão (1999–2007) foi um choque de eficiência:
- Resgate Financeiro: Pagou 17 folhas salariais em um único ano para sanar dívidas históricas.
- Legado de Inovação: Criou o Fundersul, um modelo de gestão rodoviária tão eficaz que se tornou referência exportada para todo o Brasil.
A maestria do pragmático
Se Zeca abriu o caminho na força, Vander Loubet pavimentou a permanência. Em seu sexto mandato federal, Vander é o símbolo da resiliência. Ele provou que a eficiência fura a bolha da ideologia.
Eleito presidente regional do PT em 2025, Vander é hoje o maestro da articulação. Respeitado por prefeitos de todas as siglas, ele transformou o antipetismo em parcerias republicanas, garantindo que o Governo Federal esteja presente em cada canto do estado através de emendas recordes em infraestrutura e agricultura familiar.
O fiel da balança
Os números de 2022 enterraram de vez o mito da irrelevância progressista. Ao conquistar 39,04% no primeiro turno e 40,51% dos votos para Lula no segundo turno, a esquerda provou que possui um exército sólido.
Essa força foi o combustível que garantiu a vitória de Eduardo Riedel. Ao receber o apoio estratégico do campo progressista contra o radicalismo, Riedel consolidou sua governabilidade, confirmando uma verdade incontestável: em Mato Grosso do Sul, ninguém vence sem o diálogo.
O tabuleiro de 2026
A esquerda não está apenas resistindo; ela está se expandindo. A nova estratégia para o próximo pleito é audaciosa e busca o centro político:
- Governo do Estado: A pré-candidatura de Fábio Trad (ex-PSD) sinaliza uma abertura histórica para setores moderados, unindo a técnica de Trad com a força popular de Gilda dos Santos (Vice).
- Senado: Vander Loubet surge como o nome natural para levar a experiência de Brasília ao plano majoritário.
- Bancada de Choque: Com nomes como Camila Jara, Gleice Jane, Pedro Kemp e a experiência de Zeca, o grupo mantém uma linha de frente combativa no Legislativo.
Presença nos Municípios
- Vereadores do PT em Campo Grande: Luiza Ribeiro, Landmark e Jean Ferreira. Dourados; Franklin Schmalz e Elias Ishy. Três Lagoas; Professora Maria Diogo. Nova Andradina; Josenildo Ceará e Adelar Belo, Ponta Porã; Edinho Quintana e mais 30 vereadores em vários municípios do Mato Grosso do Sul.
O PT vem forte em 2026
O cenário para 2026 está desenhado. Com quase metade do eleitorado sob sua influência e uma estratégia de coalizão inteligente, a esquerda de Mato Grosso do Sul deixa de ser um “Gigante invisível” para se tornar, novamente, o protagonista da mudança. A história prova: nunca subestime a força de quem aprendeu a vencer no coração do agronegócio.
Destaque do Governo do PT
- Bolsa Família
- Educação Superior (Universidades e ProUni)
- Farmácia Popular
- Gás do Povo (Evolução do Vale Gás)
- Isenção do Imposto de Renda
- Luz para Todos
- Minha Casa, Minha Vida
- Pé-de-Meia

