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Megaoperação ‘Cartório Central’ mira facção criminosa em MS e outros cinco estados

Redação –

Uma facção criminosa investigada por tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, extorsão, agiotagem e controle territorial é alvo da megaoperação “Cartório Central”, deflagrada na manhã desta quarta-feira (14) em Mato Grosso do Sul e em outros cinco estados do país.

De acordo com a Polícia Civil, a ação cumpre 471 mandados judiciais, sendo 225 de prisão preventiva, 225 de busca e apreensão e 21 ordens de bloqueio e indisponibilidade de valores. As diligências ocorrem simultaneamente nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Pará, Acre e São Paulo.

O objetivo da megaoperação é desarticular a estrutura da facção criminosa, identificar e responsabilizar seus integrantes, além de interromper o fluxo financeiro ilícito e reduzir o poder de atuação do grupo nas regiões investigadas.

Desde as primeiras horas da manhã, um grande efetivo de policiais civis está mobilizado para o cumprimento das ordens judiciais, expedidas pela 1ª Vara Criminal de Primavera do Leste (MT). Mais de 450 mandados estão sendo executados de forma simultânea.

Segundo o delegado Rodolpho Bandeira, os materiais apreendidos durante a operação passarão por análise e poderão resultar em novos procedimentos investigativos, com a identificação de outros envolvidos na organização criminosa.

“A operação, com grande número de mandados e suspeitos identificados, representa um passo importante no combate ao crime organizado, na proteção da sociedade e no enfrentamento às facções criminosas que buscam se estruturar no interior do Estado e expandir sua atuação para outras unidades da federação”, destacou o delegado.

Investigações

A facção é investigada pela Polícia Civil de Primavera do Leste há mais de um ano. As apurações revelaram a existência de um grupo criminoso altamente estruturado, com divisão de funções, hierarquia interna, controle financeiro e logística própria, responsável por coordenar diversas atividades ilícitas no município e na região.

Conforme a polícia, os integrantes mantinham um sistema próprio de arrecadação e repasse de valores, além de cobrança de dívidas ilegais. O tráfico de drogas era organizado e regido por regras internas impostas pela facção. As investigações apontaram envolvimento direto em crimes como extorsão, tráfico de entorpecentes, lavagem de capitais e associação criminosa.

Ainda segundo as apurações, o grupo também atuava com empréstimos a juros abusivos, utilizando dinheiro proveniente do tráfico de drogas para realizar empréstimos informais, principalmente a comerciantes locais, como forma de ocultar a origem ilícita dos recursos.

Todo o esquema era supervisionado por integrantes de alto escalão da facção, responsáveis pelo financiamento ilegal. As cobranças contavam com o apoio do chamado setor de disciplina do grupo, que articulava represálias e até sequestros, inclusive contra agiotas independentes.

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