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Mãe diz que menino de 12 anos foi baleado e algemado por policiais

O menino foi morto quando saiu com o irmão de 10 anos para comprar um lanche

Luciana Pimenta, mãe de Kauan Noslinde Pimenta Peixoto, 12 anos, assassinado na comunidade da Chatuba, na Baixada Fluminense do Rio de Janeiro, alega que o menino foi morto e algemado por policiais. Ela cobra das autoridades uma resposta sobre o crime.

Conforme a mãe, as balas que foram extraídas do pescoço, abdômen e da perna do filho não confirma a versão dos policiais de que ele foi atingido por balas perdidas. “Falaram que era um tiro de bala perdida, eu achei que como a comunidade é perigosa, que ele tava com um tiro no braço, um tiro na perna, não sei. Mas assim que eu cheguei no hospital, eu vi que não batia a história”.

Ela também fala que testemunhas viram como tudo aconteceu e que não é a mesma história contada pelos PMs. “As pessoas que estavam em um bar em frente falam que a polícia chegou, e ele encostado na parede, e ele já caído, deu outro e depois algemaram ele e botaram dentro do camburão”.

Morte de Kauan
De acordo com familiares da vítima, ele saiu junto com irmão de 10 anos para comprar um lanche, por volta das 22h30, quando foi morto. “Ele fala a mesma coisa o tempo inteiro, que gritou ‘Kauan, corre”, assim que a Blazer [da PM] entrou na rua, que é a rua da lanchonete. Aí, meu filho encostou na parede e falou ‘Eu não vou correr, eu não sou bandido’, conta Luciana.

Kauan passava o fim de semana com o pai quando foi morto. “Eu quero resposta. Meu filho tinha 12 anos, ia para casa do pai de 15 em 15 dias e só passava um dia e meio. Então, nada mais justo do que eu ter resposta das autoridades. Eu quero saber o que aconteceu com o Kauan.”

Posição da polícia
O Coronel Mauro Fliess, porta-voz da Polícia Militar, afirmou que houve confronto com bandidos no local, e durante o tiroteio, Kauan foi atingido por tiros. Ainda segundo Fliess, o garoto estava atrás dos policiais, o que seria um indício de que o tiro que o atingiu teria sido disparado pelos suspeitos. Nenhum deles foi preso.

O caso é investigado pela DH (Divisão de Homicídios) da Baixada Fluminense e o laudo da perícia que informa quantos tiros o menino Kauan tomou sai em 14 dias.

(Informações R7)

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