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Praças de Dourados estão em ruínas

Infraestrutura – 16/07/2009

Áreas de lazer em Dourados estão virando ponto de vendas de drogas e de prostituição. Não há iluminação, segurança, nem infraestrutura. O cenário é desolador. O município conta com 23 praças, a maioria em situação precária. Na Praça Rui Gomes, localizada na Vila Popular e defronte ao Parque Antenor Martins (Jardim Flórida), a situação é de caos. Sem banco ou guarita e com um parquinho parcialmente destruído, o local afugenta as famílias. O parquinho decepciona as crianças que chegam para brincar e não encontram opções. Os balanços sumiram. A cerca quebrada deixa de proteger a areia dos animais, que sujam tudo e podem transmitir doenças. Ao redor, lixeiras sem fundo e enferrujadas dificultam a manutenção e a limpeza. Parte da iluminação está desativada. Bancos e vidros quebrados, pichações e destruição. Lixo no que restou dos banheiros. A anarquia parece tomar conta do lugar onde já foi ponto de encontro de famílias nos finais de semana. “Ninguém mais tem coragem de ir à praça. Se ficar lá de bobeira, os marginais assaltam”, conta uma vizinha, que prefere ficar no anonimato, por medo de represálias.Para os moradores, o que mais incomoda é a concentração de grupos baderneiros no local, por falta de iluminação e segurança. É notável o estilo das casas, que estão ficando cada vez mais parecidas, com grade alta até o teto e fechada na varanda. O mesmo acontece na Praça Antônio Alves Duarte, conhecida como Mário Correia, entre o Terminal de Transbordo e o Hospital Evangélico, onde também fica uma biblioteca pública. O espelho d´água, que na década de 80 abrigava peixes, tartarugas e outros bichos, hoje dá trabalho para o Centro de Controle de Zoonoses. Considerado ponto crítico por conta do risco da dengue, o “piscinão” requer cuidados especiais, como a borrifação periódica de larvicida, para exterminar o Aedes aegypti. Dentre as mais conhecidas destacam-se as praçasCinquentenário, Paraguaia, a Pedro Rigotti e a Filinto Muller. Todas precisam de manutenção. A Praça do Centenário da Imigração Japonesa parece ser uma das únicas que ainda oferece infraestrutura. Ela foi inaugurada, em junho do ano passado. No final deste ano, também está prevista a entrega da moderna Praça do Parque Alvorada, mais uma opção. A mais antiga de Dourados, a Praça Antônio João, continua cercada por tapumes. Ninguém sabe até quando.PREFEITURAA diretora de Departamento de Projetos Urbanísticos da Secretaria de Serviços Urbanos, Ana Rose Vieira, disse ao O PROGRESSO que o setor vem elaborando projetos com a intenção de revitalizar todas as praças de Dourados e distritos. Por enquanto, dois deles contemplam a Praça Paraguaia e Antônio Alves Duarte. O projeto inclui playground, área de ginástica, pista de caminhada, reformas nos banheiros, piso, iluminação, sinalização e acesso para deficientes, entre outros. O objetivo é propiciar beleza, conforto e lazer às comunidades. “Muitas famílias moram longe das pistas de caminhadas que existem em Dourados. Elas terão a oportunidade de fazer todas as atividades perto de casa”, acrescenta.Segundo Ana Rose, a expectativa é a de viabilizar as verbas necessárias, que ainda estão sendo orçadas, e entregar as praças até o fim deste ano. Os recursos seriam viabilizados através do Ministério das Cidades e da Prefeitura. Último levantamento da secretaria detectou que a maioria das praças precisam de reformas. “Ao término destes dois primeiros projetos

Fonte: Dourados Agora

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