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Operação Owari: MPE é contra sigilo

O manifesto do MPE afirma que a PF apurou 'fartas' evidências revelando o esquema, informação guardada em segredo por imposição judicial

Polícia – 20/07/2009

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul é contrário à medida judicial que determina sigilo nas investigações acerca da operação Owari [ponto final, em japonês], da Polícia Federal, que duas atrás semanas pos 42 pessoas na cadeia por suposta ligação com crimes de corrupção.
Na operação foram detidos, e já libertados, políticos, empresários, servidores públicos e profissionais liberais. Os presos estariam envolvidos numa quadrilha que fraudava entre outras coisas licitações em prefeituras principalmente em Dourados e Ponta Porã. Para a PF, o chefe da organização criminosa seria Sizuo Uemura, 65, influente empresário de Dourados.  
O manifesto do MPE, que surgiu por meio de comunicado divulgado nesta manhã, afirma que a PF apurou “fartas” evidências revelando o esquema, informação até agora guardada em segredo por imposição judicial.
A nota assinada pelo procurador-geral de Justiça, Miguel Vieira da Silva, diz que “as provas carreadas pela Polícia Federal sustentam-se não apenas em escutas telefônicas, mas em provas documentais, monitoramento e ações controladas, realizadas com admirável competência, com autorização da Justiça e amparado da Lei 9.034/95, formando um farto conjunto de evidências que não foram levadas a público porque atualmente se encontram em sigilo”.
De acordo com a nota divulgada por e-mail, o MPE aguarda a conclusão do inquérito, que é preparado pela PF, para “adoção das medidas cíveis e criminais cabíveis”.
O MPE vai agir no caso, segundo o comunicado, “com uma equipe de Promotores de Justiça altamente capacitados”, grupo que vai contar com o “assessoramento do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado)”, o braço forte do MPE. O procurador Miguel Vieira afirma ainda que a liberdade conquistada pelos 42 implicados no caso no dia da operação, não deve interferir nas investigações.
O manifesto de Vieira contrário ao sigilo, surge no comunicado com estes dizeres: “por entender que somente com o trabalho independente da mídia na apuração e divulgação de fatos será possível garantir ao povo o direito à verdade, mormente por tratar-se de fatos que envolvem agentes públicos, o MPE é contra qualquer medida que vise cercear ou interferir na livre manifestação de pensamento exercida através da imprensa”.
O delegado da PF que conduz o inquérito, Bráulio Gallone, ainda não divulgou a data exata para a conclusão no inquérito. Adiantou, contudo, que até a quinta-feira passada 51 pessoas, contando com os 42 capturados na operação, haviam sido indiciadas.

Fonte: Midiamax

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