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Dados sobre nova gripe em MS serão divulgados somente às quintas-feiras

Saúde – 20/07/2009

A Secretaria de Estado de Saúde (SES), visando adequar ao processo de monitoramento do novo Protocolo de Manejo Clínico e Vigilância da Influenza, divulgado pelo Ministério da Saúde, no dia 15 de julho, informa que a partir desta semana vai publicar somente às quintas-feiras (por semana epidemiológica) os novos casos registrados da doença em Mato Grosso do Sul.A situação epidemiológica atual, no Brasil e no mundo, caracteriza-se por uma pandemia com predominância de casos clinicamente leves e com baixa letalidade. Diante dessa situação, a Organização Mundial de Saúde (OMS), quando da passagem para o nível seis de Alerta Pandêmico, estratificou os países em: “Com transmissão sustentada”, “Sem ocorrência de casos” e “Em transição” (ainda sem evidências de transmissão comunitária). O Brasil enquadra-se nesta última classificação.De acordo com a nova alteração do protocolo entende-se por definição de caso de doença respiratória aguda grave “indivíduo de qualquer idade com doença respiratória aguda caracterizada por febre superior a 38ºC, tosse e dispnéia, acompanhada ou não de dor de garganta ou manifestações gastrointestinais”.Além disso, devem ser observados os seguintes sinais e sintomas: aumento da freqüência respiratória (> 25 irpm) e hipotensão em relação à pressão arterial habitual do paciente. Nas crianças, também estar atento aos batimentos de asa de nariz, cianose, tiragem intercostal, desidratação e inapetência.O quadro clínico pode ou não ser acompanhado de alterações laboratoriais (leucocitose, leucopenia ou neutrofilia) e radiológicas (infiltrado intersticial localizado ou difuso ou presença de área de condensação). Deve ser dada atenção especial a essas alterações quando ocorrerem em pacientes que apresentem fatores de risco para a complicação por influenza:idade: inferior a 02 ou superior a 60 anos de idade;imunodepressão: por exemplo, pacientes com câncer, em tratamento para aids ou em uso regular de medicação imunossupressora;condições crônicas: por exemplo, hemoglobinopatias, diabetes mellitus; cardiopatias, pneumopatias e doenças renais crônicas;gestação. Em relação ao tratamento, o uso do Oseltamivir deve ser utilizado em, no máximo, até 48 horas a partir da data de início dos sintomas, observando-se as recomendações do fabricante constantes na bula do medicamento. Como em toda prescrição terapêutica, deve-se ter mais atenção para as interações medicamentosas, as contra-indicações formais e os efeitos colaterais. Este medicamento pode ainda induzir resistência dos vírus influenza, se utilizado de forma indiscriminada.Segundo a orientação do fabricante, o Oseltamivir deve ser usado durante a gravidez somente se o benefício justificar o risco potencial para o feto. Também é indicado o tratamento indivíduos com doença respiratória aguda grave e seus contatos próximos que também apresentem doença respiratória aguda grave.Como ainda não há uma forma concreta de prevenção é importante que as pessoas tenham alguns cuidados básicos como: · freqüente higienização das mãos.· utilizar lenço descartável para higiene nasal;· cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir;· evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca;· higienizar as mãos após tossir ou espirrar;· evitar tocar superfícies com luvas ou outro equipamento de proteção individual contaminados ou com mãos contaminadas. As superfícies envolvem aquelas próximas ao paciente (ex. mobiliário e equipamentos para a saúde) e aquelas fora do ambiente próximo ao paciente, porém relacionadas ao cuidado com o paciente (ex. maçaneta, interruptor de luz, chave, caneta, entre outros);· não circular dentro do hospital usando os EPI; estes devem ser imediatamente removidos após a saída do quarto, enfermaria ou área de isolamento;· restringir a atuação de profissionais de saúde com doença respiratória aguda na assistência ao paciente.
 

Fonte: Folha de Dourados

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