m morador de Pequim, na China, estava alimentando sua cobra de estimação doente diretamente em suas mãos quando foi atacado pelo animal, resultando na amputação de seu dedo polegar.
A vítima, identificada pelo sobrenome Huang, possuía uma víbora de nariz longo como pet, devido ao seu fascínio por cobras desde a infância. O nome do animal é uma designação popular para diferentes espécies de cobras que têm como característica o focinho alongado, mas todas são consideradas venenosas, com o veneno podendo ser considerado “leve” a “muito perigoso”.
Recentemente, a cobra de Huang ficou doente e incapaz de se alimentar por conta própria. Durante uma tentativa de alimentação manual, Huang foi mordido no dedo. “O veneno afetou gravemente a minha capacidade de coagulação do sangue. Meu polegar entrou em necrose e os médicos optaram pela amputação”, Huang disse à mídia estatal chinesa CCTV, em dezembro.
A prática de manter animais exóticos como pets tem crescido na China nos últimos anos. Além disso, o lançamento da animação “Zootopia 2” provocou o aumento do interesse de jovens chineses por cobras reais altamente venenosas inspiradas em um dos novos personagens do filme.
Gary A’Cobra é uma víbora azul fictícia que conquistou o público chinês e acabou influenciando decisões de compra fora das telas.
Com a popularidade do personagem, plataformas de comércio eletrônico chinesas registraram aumento nas buscas e nos preços da víbora-de-fossa azul. O interesse por répteis como animais de estimação não é novo entre jovens chineses. Dados citados pela agência estatal Xinhua mostram que mais de 17 milhões de pessoas no país possuíam animais exóticos até o fim de 2024. Mais de 60% desse público pertence à geração Z.
Liu Wei, um médico do Centro de Controle e Prevenção de Doenças de Shenzhen, alerta para o risco de ter animais exóticos em casa. Segundo ele a maioria dos animais exóticos são portadores de patógenos, incluindo bactérias, parasitas e vírus. “Por exemplo, as fezes de lagartos podem transmitir salmonela, causando febre e diarreia ou condições mais graves. As marmotas podem ser portadoras do vírus da raiva, que apresenta uma taxa de mortalidade de 60%”, disse Liu.\
(Informações R7)


