Federal de MS realiza investigação sobre ‘Falsa Herança’
Polícia – 20/07/2009
Na manhã do último sábado, dia 18 de julho, a Polícia Federal de Campo Grande, prendeu os nigerianos Gibsen Ozue Ezike e Sunny Lawense Prince Otampu, que vieram de São Paulo para darem continuidade ao golpe da “Falsa Herança” em um empresário da Capital.
As investigações começaram com informações prestadas na PF pelo próprio empresário que desde o início do ano é vítima de uma quadrilha internacional de estelionatários com ramificações na Nigéria, Costa do Marfim e Senegal.
A quadrilha induziu o empresário a efetuar diversos depósitos em agências bancárias no exterior com a falsa promessa de que receberia uma herança de uma pessoa muito rica que se encontrava em estágio terminal e sem herdeiros. Todo o legado seria para o empresário de Campo Grande destinar para causas assistenciais, humanitárias e entidades com fins filantrópicos de sua livre escolha.
Por cerca de sete meses a vítima foi lesada nas diversas modalidades de golpes aplicados pela quadrilha, efetuando depósitos e remessas para o exterior que somados chega ao total de 25 mil dólares.
Na quita-feira da semana passada o “empresário internacional” Gigsen Ozue Ezike e o “agente diplomático” Sunny Lawence Prince Otampu vieram de São Paulo e se instalaram em um hotel de luxo em Campo Grande para novo contato com o empresário para mais um “negócio” onde receberiam a soma de 50 mil dólares para, finalmente, concretizarem o repasse da ‘herança”, que consistia de uma caixa forte contendo muitos dólares que seriam duplicados através de processo químico.
Com as informações obtidas a PF passou a acompanhar o caso em colaboração com a vítima, no que resultou na prisão dos dois nigerianos no momento em que se encontravam com o empresário.
A PF instaurou inquérito para apurar toda a extensão da atuação da quadrilha no brasil e no exterior. A dupla, que se encontra em situação irregular no país, presa preventivamente pela prática do crime de estelionato, foi recolhida ao Setor de Contenção da Polícia Federal, onde permanecerá à disposição da justiça.
Fonte: Folha de Dourados



