Delegado nega que Romário tenha sido espancado por credor
Rio de Janeiro – 25/07/2009
O delegado da Delegacia de Defraudações, Robson Costa, desmentiu, nesta sexta-feira, a informação publicada pelo Jornal ‘Folha de São Paulo’ de que o ex-jogador Romário teria sido espancado por um credor de jogo de azar chamado ‘pirâmide’. Na quinta-feira, o ex-craque prestou depoimento na unidade e negou qualquer participação no esquema.”Ele não quis falar nada sobre a pirâmide. Disse que não conhece o jogo e que jamais perdeu dinheiro nisso”, afirmou Robson.
Segundo o jornal, o ex-jogador é apontado na investigação como o fiador do negócio. Após prejuízos consecutivos, vários integrantes perderam os investimentos e os credores passaram, então, a ameaçar Romário.Romário deve ser interrogado novamente na 16ª DP (Barra da Tijuca) em um inquérito que apura a morte de Gláuber Jesus Matos Nascimento, suposto membro do mesmo esquema de pirâmides.Ainda bem longe da falênciaApesar das dívidas milionárias acumuladas na Justiça ao longo dos anos, a vida financeira do ex-jogador Romário não vai tão mal assim. O fôlego para manter o ainda luxuoso padrão de vida é sustentado por rendimentos mensais de cerca de R$ 67,5 mil com o Fluminense e uma empresa de marketing. Além disso, ele fatura com aluguéis de imóveis e aplicações financeiras que somam cerca de R$ 125 mil por mês.Na quinta-feira, Romário esteve mais uma vez na polícia, a segunda em 10 dias – na primeira, ficou preso 22 horas por atrasar a pensão de dois filhos e, desta vez, para prestar depoimento em inquérito que apura a sua participação na ‘pirâmide’.Parte da renda do ex-jogador vem da Romário Sports, Marketing e Empreendimentos Ltda. Com 99% da sociedade (1% é da sua mulher, Isabella Bittencourt), ele fatura cerca de R$ 450 mil anuais na empresa constituída em 1999 – R$ 37.500 mensais. Na Junta Comercial do Rio está registrado em R$ 100 mil o capital social da empresa.No depoimento prestado na quinta-feira, na Delegacia de Defraudações, Romário afirmou que nunca participou de jogo de azar chamado ‘pirâmide’.“Nunca participei ou perdi nenhum dinheiro nisso. Também não dei qualquer carro para alguém pagar dívida”, afirmou o ex-jogador, que ficou na unidade por menos de uma hora.O inquérito foi aberto na polícia a partir de relatos informais e ligações do Disque-Denúncia que apontaram o envolvimento de algumas pessoas com o jogo. Ontem, Romário confirmou que conhecia duas delas, mas ressaltou que nunca falou sobre a ‘pirâmide’ com elas.
Fonte: O Dia Online



